Professor encerra curso da Escola do Legislativo mostrando critérios para montar uma boa carteira de investimentos
Com os temas Alocação de Recursos e Finanças Comportamentais, o engenheiro, professor e profissional do mercado financeiro André Chede encerrou na manhã desta sexta-feira (31) o curso de Educação Financeira oferecido pela Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O curso foi composto por quatro módulos em 12 horas de orientações sobre aplicações, mercado financeiro e previdência privada. Partindo do princípio de que as pessoas investem para conquistar liberdade financeira, Chede expôs critérios para montar uma boa carteira de investimentos, equilibrada em termos de retorno e risco.
Segundo ele, três requisitos são fundamentais para quem deseja investir com bons resultados: disciplina, paciência e vontade emocional. O candidato deve definir quanto aplicar em cada classe de investimento, acompanhar como se desenvolvem e fazer um controle de preferência semestrais do comportamento das opções escolhidas. Como exemplo de carteira ideal para clientes mais conservadores citou uma composta por Fundos de Renda Fixa (60%), fundos multimercados (30%) e fundos de renda variável (10%).
Diversificação – Dentro desta configuração, apontou a necessidade de diversificar cada uma das modalidades. Por exemplo, distribuir os fundos de renda fixa entre os fundos DI, os mais seguros e previsíveis, fundo de crédito privado e fundos de inflação. Os fundos multimercado podem ser subdivididos em macro e long&short, e os fundos de renda variável em fundos de ações e dividendos e fundos de ações Ibovespa.
Ele destacou que a quebra em alternativas de investimento específicas é uma forma de resguardar a aplicação, inclusive reunindo investimentos negativamente relacionados. São aqueles que se alternam nas situações de alta e baixa. Quando um apresenta queda, o outro tende a subir, compensando eventual perda: “Mas é muito importante que o investidor monitore a carteira, equilibrando-a ao longo do tempo”. A impaciência, frisou, é inimiga das boas decisões. Ela leva muita gente a se desfazer de aplicações nos momentos de baixa, assustadas com a possibilidade de perder recursos. Com essa atitude, agem na contramão do que ensinam grandes financistas, que é comprar ativos quando estão em baixa e vende-los na alta. Também observou que o reequilíbrio da carteira também pode ser feito através dos aportes mensais, tornando a operação muito mais simples e segura.
Sem milagres -Ao falar sobre risco e volatilidade de títulos, citou Warren Buffet e suas duas regras mais conhecidas: 1ª- nunca perca dinheiro; 2ª – nunca se esqueça da regra nº 1. Lembrando que remuneram melhor as opções financeiras que oferecem maior risco, aconselhou que se busque os investimentos de acordo com o perfil de cada investidor e com seus objetivos: “Não tem milagre nem clarividência, mas estratégias que funcionam”.
Ao abordar o tópico Finanças Comportamentais procurou explicar a influência oculta da mente sobre as decisões financeiras, passando pelas diferentes interpretações da realidade, pelas armadilhas mentais, o chamado “efeito manada” e a ilusão de superioridade, que leva muitas pessoas a cometerem equívocos altamente prejudiciais às suas finanças.
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