A deputada estadual Maria Victoria (PP) apresentou na Assembleia Legislativa o projeto de lei 16/2026 que estabelece diretrizes para diagnóstico, tratamento e acolhimento de pessoas com alopecia areata na rede de atenção à saúde do Paraná.
A proposta prevê capacitação de profissionais, campanhas de conscientização, estímulo à pesquisa científica e a criação de um Protocolo Estadual de Diagnóstico e Tratamento, com foco no diagnóstico precoce e no acesso às terapias.
A deputada explica que a alopecia areata é uma doença autoimune que provoca queda de cabelo e de pelos, resultando em falhas circulares no couro cabeludo ou no corpo, e pode ocorrer em qualquer idade.
Embora não seja uma condição com risco direto à vida, seus impactos na autoestima e na saúde mental podem ser profundos.
“A alopecia areata não é somente uma questão estética, ela mexe com a autoestima, com o emocional e com a vida social, escolar e profissional de quem convive com a doença”, afirma a deputada.
“O projeto propõe uma rede mais preparada para diagnosticar cedo, acompanhar com especialistas e garantir acesso ao tratamento, além de promover conscientização para combater o preconceito”, acrescenta Maria Victoria.
Proposta
Entre as medidas, o texto autoriza o Poder Público a promover o fornecimento de perucas para mulheres, adolescentes e crianças com alopecia areata grave e incentiva a criação de um banco de perucas por meio de doações.
Na área educacional, a proposta orienta que escolas do ensino fundamental promovam campanhas de conscientização para combater preconceito e bullying, além de ampliar informação sobre a doença e formas de tratamento.
Mês
O texto que será analisado nas comissões também institui o Mês de Conscientização sobre a Alopecia Areata, a ser realizado em Setembro, com ações voltadas à informação, acolhimento e enfrentamento ao estigma.