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Requião Governa Olhando Para Trás, Diz Rossoni
09h06
por Sonia Maschke / Jaime Santorsula Martins / 41 3350-4193 / MATÉRIA DE RESPONSABILIDADE DO GABINETE DA LIDERANÇA DA OPOSIÇÃO
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“O governador Roberto Requião sofre de uma curiosa patologia. Está há cinco anos no governo, já passou o primeiro ano de seu segundo mandato, mas continua fazendo campanha contra o governo que o antecedeu. Ele esquece que o governo anterior é o dele mesmo. O Paraná é governado com os dois olhos no espelho retrovisor. É por isso que o Paraná, apesar de toda a auto-louvação, está andando para trás”. A observação é do deputado Valdir Rossoni (PSDB), líder da Oposição na Assembléia, ao avaliar o discurso de abertura dos trabalhos da Assembléia feito por Roberto Requião. Rossoni viu como elogios as demonstrações de irritação do governador com a ação da oposição. “É sinal de que a oposição está cumprindo seu papel”. Para Rossoni, Requião descreveu em seu discurso um Paraná desconhecido, que simplesmente não existe. “Do que ele falou, mais de noventa por cento não passa de fantasia destinada a enganar quem acredita em Papai Noel”, disse Rossoni. Para o deputado, além da incompetência administrativa, existe a falta de transparência e sérios indícios de corrupção. Como exemplo de incompetência e fantasia Rossoni citou os famosos 24 hospitais que o governo freqüentemente menciona, mas que ninguém sabe e ninguém viu. Agora Requião reaparece dizendo que eles estão quase prontos. Outro exemplo é a tal irrigação noturna. “Se você for ver existem uns 10 ou 15 agricultores no Paraná que estão se beneficiando com esse programa. Ele foi implantado há mais de 3 anos. É um programa que não funciona, mas Requião fala como se o programa fosse a salvação da lavoura”. Sobre falta de transparência, Rossoni citou o caso dos cartões corporativos do Paraná. Um caso que está explodindo na imprensa nacional, mas que o governo mantém como a mais secreta das caixas-pretas. "Vamos protocolar administrativamente os pedidos de informações rejeitados no ano passado pela bancada governista. Se as respostas não vierem no prazo máximo de 15 dias o caminho será a Justiça", afirmou. Da falta de transparência para os graves indícios de corrupção é um pulo, diz Rossoni. “Basta lembrar a indústria de aditivos, as televisões cor de laranja e os mais de R$ 500 milhões distribuídos a ONGs sem a necessária prestação de contas. Apesar de existirem ONGs sérias, em muitos casos existem gravíssimos indícios de corrupção”, enfatiza. Sobre a confissão de Requião que apóia o bispo Fernando Lugo, Rossoni disse que o caso vai além de torcida pessoal. “Um secretário de Estado do governo do Paraná se desloca regularmente ao Paraguai para fazer campanha. Esse secretário, de acordo com o Estatuto do Servidor Público, está incorrendo em crime. Como servidor não pode se ausentar do país recebendo salários aqui e trabalhar numa campanha de presidente de outro país”. Rossoni adiantou que já reuniu um grupo de deputados disposto averiguar a situação para tomar as providências devidas.
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