Só é preciso começar
Maria Joaquina Faria de Paula está impossível. Deixou a preguiça de lado, perdeu 33 quilos e se tornou atleta. Por orientação médica precisou perder o excesso de peso para fazer uma cirurgia e fortalecer os músculos das pernas.
Foi para o parque treinar corrida de rua com uma assessoria esportiva de segunda a sábado. Aos domingos participava de todas as provas possíveis. Esta rotina já dura dois anos e ela está cada vez mais animada. “Eu era totalmente sedentária. Tentei só fazer academia lá em 1985, mas não era o meu perfil”, conta a Kika, como é conhecida, servidora da Diretoria Legislativa.
A cirurgia que fez foi um sucesso e ela está preparada para mais uma no começo de 2020. Neste tempo, segue firme no programa que traçou para alcançar objetivos cada vez mais ousados. “Aprendi a me alimentar da forma correta. Minha nutricionista só pecou em um aspecto: não me deixou mais tomar minha cervejinha. Mas eu a convenci a tomar a puro malte e esse hábito eu consegui manter”, se diverte.
O dia-a-dia começa com o despertar às seis da manhã e logo tem aula de pilates para alongar antes do trabalho. Na volta para casa, depois da correria na Assembleia, ela calça os tênis de corrida e vai para a pista do Parque Bacacheri. Ainda tem exercícios de respiração, treinos de corrida, prescritos pelo técnico, e ginástica funcional de Cross Fit no Parque Barigui nos domingos de manhã.
“Minha mãe sempre me dizia que quando se toma uma decisão é preciso dar o primeiro passo”, diz Kika. Ela reconhece que é muito mais fácil passar o sábado em frente à televisão bebendo cerveja. “Mais confortável do que levantar domingo de madrugada para correr. Mas, no final do dia, se você não se mexe, fica dolorido e cansado. Quando chego de minha corrida, depois que tomo meu banho, me sinto relaxada. Isto é gratificante”, explica.
“Minha meta é chegar aos 65 anos melhor do que estava aos 50”, afirma a Kika que hoje sobe as escadas de dois em dois degraus e tem orgulho das diversas medalhas que já ganhou nas provas de corrida. A que mais gosta é de uma competição da Ilha do Mel, com cinco quilômetros percorridos por trilhas de areia pela mata, com pontos alagados e cheias de buracos. “A São Silvestre á algo que estou pensando com minha turma. Para quem não fazia nada, que não andava dois quarteirões, é um desafio e tanto”, fala a servidora com o sorriso de quem sabe quer vai conseguir.