Veterinária afirma que 38 milhões de animais silvestres são retirados anualmente da natureza, no Brasil
Segundo disse Ana Carolina Fredianelli, da PUC-PR, durante pronunciamento na Alep, 90% destes animais morrem antes de chegar ao destino final.
A situação de animais silvestres apreendidos no Paraná e no Brasil foi o tema abordado pela médica veterinária Ana Carolina Fredianelli, coordenadora Centro de Triagem de Animais Silvestres da PUC-PR (Cetas/PUC-PR), no início da sessão plenária desta segunda-feira (15), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Durante seu pronunciamento, Ana Carolina falou sobre os números relacionados ao tráfico de animais em todo o país e também sobre os prejuízos que a atividade causa à fauna e flora brasileiras. Segundo a veterinária, no Brasil são retirados da natureza, anualmente, cerca de 38 milhões de animais silvestres. “Desses, cerca de quatro milhões são levados para fora do território nacional”, ressaltou Ana Carolina, que falou no Plenário a convite do deputado Stephanes Junior (PSB).
Ainda de acordo com a médica veterinária, 90% dos animais silvestres retirados de seu habitat morrem antes de chegar ao seu destino final. “Todos eles são vítimas de estresse, mutilações, acondicionamento inadequado e até mesmo uso de drogas lícitas e ilícitas, com o objetivo de tranquilizar os animais durante o transporte. Animais silvestres retirados da natureza, além do trauma da captura e a separação do seu grupo familiar, sofrem ainda de privação de espaço e de alimento, e traumas físicos”, explicou.
Cetas – Durante a apresentação, Ana Carolina afirmou que o Cetas/PUC-PR, que é mantido integralmente com verbas da iniciativa privada, tem como objetivo primordial receber, triar, marcar, reabilitar e destinar animais silvestres da fauna nativa oriundos do tráfico de animais ou de resgate de situações de risco. “O Paraná conta apenas com um centro de triagem para absorver a fauna nativa apreendida, que é o Cetas/PUC-PR. Desde 1999 já recebemos mais de 30 mil animais na nossa sede, em Tijucas do Sul”, afirmou.
Integração – A veterinária ainda ressaltou que para que órgãos fiscalizadores ambientais possam ter êxito em suas ações é imprescindível que haja integração com os Cetas, setor público e sociedade. “Só assim para que as atividades realizadas pelo setor continuem a ser realizadas com igual ou maior qualidade, e a fauna silvestre não fique desamparada em todo o território paranaense”, concluiu.
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