Para o deputado Tiago Amaral (PSD), mudança na escolaridade para novos PMs e Bombeiros vai qualificar ainda mais as corporações
CCJ aprovou parecer favorável a projeto que contempla demanda antiga.
A aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça do parecer favorável ao projeto de lei nº 850/2023, que altera a escolaridade para ingresso na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros, foi bem recebida pelas corporações. “É uma alteração que já almejávamos há algum tempo”, declara o tenente-coronel Marcos Tordoro, comandante do 5º Batalhão da PM, com sede em Londrina.
Segundo Tordoro, o Paraná é um dos poucos estados da Federação que ainda não colocou o curso superior como pré-requisito para ingresso na carreira de praças e oficiais. “Isso vai ser muito importante no médio e no longo prazo. Vai trazer para os nossos quadros homens e mulheres mais preparados em relação à formação profissional, aprimorando a prestação de serviços da Polícia Militar para a sociedade”, avalia.
Corporações ainda mais preparadas
Para soldados, a exigência da formação sobe do nível médio para o superior. Oficiais da Polícia Militar deverão ser formados em Direito. E os oficiais do Corpo de Bombeiros, em qualquer curso superior. A proposta foi encaminhada pelo Governo do Estado e relatada pelo deputado estadual Hussein Bakri (PSD), líder do Governo. A CCJ aprovou emenda modificativa, garantindo que as mudanças não se apliquem aos cursos de formação e concursos públicos já iniciados. Só passarão a valer para os editais dos novos concursos.
O deputado estadual Tiago Amaral (PSD), presidente da CCJ, entende que o projeto tem ligação direta com o dia a dia de cada paranaense. “Com o curso superior já ao entrar na carreira, teremos a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros ainda mais preparados, para servir ainda melhor à nossa sociedade”.
Mais idade e mais experiência
O coronel Humberto Cavalcante, ajudante-geral da PM, classifica a mudança como um avanço. “Quando é um cargo de chefia e liderança, o oficial com o curso de Direito com certeza vai ampliar e muito a qualificação dele”.
Cavalcante, que já comandou a 7ª Companhia de Arapongas e o 15º BPM de Rolândia, menciona também a questão etária: “Hoje, um rapaz de 17 anos faz o vestibular, passa e, em três anos, ele é um aspirante a oficial que tem uma função de comando nas costas. Com a mudança, vamos ter um jovem com um pouco mais de idade e com mais experiência, mesmo no início da carreira. Ele já é qualificado e será lapidado em outras questões relativas à atividade-fim da Polícia Militar. Para a sociedade, não há dúvida de que seja melhor”.
Após aprovação na CCJ, o projeto agora segue para análise na Comissão de Segurança Pública. Posteriormente, vai para discussão e votação em plenário.
Conheça a proposta aqui.
Notícias Relacionadas
Projeto quer permitir retorno de militares da reserva ao serviço ativo até os 60 anos
Proposta do deputado Cobra Repórter (PSD) altera o Código da Polícia Militar do Paraná e prioriza critério de idade sobre tempo de inatividade.
Leia maisCCJ inicia análise de recursos contra suspensão de prerrogativas do deputado Renato Freitas (PT)
Parecer do relator manteve a decisão do Conselho de Ética; matérias receberam pedidos de vista e voltam à pauta na próxima reunião do Colegiado.
Leia maisEm reunião extraordinária, CCJ aprova criação de funções na Polícia Penal e fixação do efetivo da PM e do Corpo de Bombeiros
Na sequência, reunião da Comissão de Finanças aprova operações de crédito de até US$ 150 milhões.
Leia maisOperações de crédito de US$ 150 milhões ao Executivo avançam na CCJ, mas recebem pedido de vista na Comissão de Finanças
De acordo com as propostas assinadas pelo Governo do Estado, os créditos serão destinados para investimentos em desenvolvimento econômico e modernização da gestão pública.
Leia mais