Projeto torna permanente a proibição do fracking para exploração do gás de xisto no Paraná
O projeto será discutido na reunião da CCJ que acontece nesta terça-feira (12) e será transmitida ao vivo pela TV Assembleia e pela página da ALEP no Facebook.
A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa volta a se reunir nesta terça-feira (12), às 13h30, no Auditório Legislativo da Casa, para debater propostas que ficaram pendentes na última sessão, como é o caso do projeto de lei nº 65/2019, de autoria do deputado Evandro Araújo (PSC), proibindo a exploração do gás de xisto no Estado do Paraná pelo método de “fracking”, ou fratura hidráulica. A matéria recebeu parecer favorável, mas teve a votação adiada para atender pedido de vista coletivo.
A Lei estadual nº 18.947/2016 conferiu uma posição pioneira ao Paraná ao proibir a utilização da prática por um período de 10 anos. A proposta atual visa a proibição permanente. O método, que consiste em extrair o xisto do subsolo mediante a perfuração de um poço vertical através do qual se injeta, sob alta pressão, uma mistura de água e elementos químicos, é altamente prejudicial ao meio ambiente.
Propaganda oficial – Já analisado na última sessão da CCJ, o projeto de lei nº 41/2019, assinado pelo deputado Subtenente Everton (PSL), dispõe sobre a divulgação dos valores gastos com propaganda e publicidade dos órgãos do poder público, além de revogar a Lei nº 10 821/1994, que disciplina a produção ou veiculação de peças de propaganda e publicidade pagas dos órgãos da administração estadual. Recebeu parecer favorável e pedidos de vista dos deputados Tiago Amaral (PSB) e Tião Medeiros (PTB).
Já o projeto de lei nº 339/2017, de autoria do deputado Professor Lemos (PT) estabelecendo medidas protetivas e procedimentos para os casos de violência contra os profissionais da educação do quadro da Secretaria da Educação do Paraná, recebeu parecer contrário da relatora, deputada Maria Victória (PP), mas teve a votação adiada à pedido dela e do autor da proposta. Uma das outras 29 proposições que integram a pauta de amanhã, o projeto de lei nº 14/2018, de autoria do deputado Requião Filho (MDB), instituindo a Semana Estadual de Conscientização sobre a Carga Tributária, não chegou a ser votado na última sessão da CCJ, ocorrida no dia 26 de fevereiro.
Notícias Relacionadas
Operações de crédito de US$ 150 milhões ao Executivo avançam na CCJ, mas recebem pedido de vista na Comissão de Finanças
De acordo com as propostas assinadas pelo Governo do Estado, os créditos serão destinados para investimentos em desenvolvimento econômico e modernização da gestão pública.
Leia maisEm reunião extraordinária, CCJ aprova emendas ao projeto de lei que reestrutura as carreiras da Adapar
Comissão também iniciou análise de propostas do Governo que propõe empréstimos de US$ 150 milhões ao BID para impulsionar a economia e modernizar a gestão pública.
Leia maisCCJ recomenda manutenção da perda de mandato do deputado Renato Freitas (PT), mas pedido de vista adia decisão
Parecer do relator conclui pela regularidade do rito no Conselho de Ética e que processo poderá ser levado ao Plenário; matéria recebeu pedido de vista e volta à pauta na próxima reunião do Colegiado.
Leia maisCCJ aprova novo Decreto de Calamidade Pública para Rio Bonito do Iguaçu
Segundo a justificativa do projeto, estudos atualizados apontam que os danos humanos, materiais e ambientais, bem como os prejuízos econômicos e sociais, ainda não foram totalmente superados.
Leia mais