A importância do diagnóstico precoce do autismo será debatida em evento na Assembleia Legislativa
Em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, será realizada na próxima segunda-feira (3), a partir das 9h30, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), uma solenidade para debater a importância do diagnóstico precoce no tratamento das doenças psíquicas. “Estima-se que dois milhões de brasileiros são acometidos pela síndrome e o diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento. Por isso, vamos reunir especialistas para falar dos tratamentos e também conscientizar a população”, disse o deputado Felipe Francischini (SD), que é propositor do evento.
O encontro contará com a participação de especialistas da área, como o psicólogo e doutor em Desenvolvimento Infantil pela USP, Alfredo Jerusalinsky; o neurologista infantil Sérgio Antoniuk; a jornalista e autora do livro “O autismo tem cura? ”, Luciana Mendina; e Bernardo José Martínez, filho de Luciana Mendina e autista. Durante o evento na Alep também será feito o lançamento do livro de Luciana Mendina.
“Considero o diagnóstico precoce, o tratamento médico e a inclusão social essenciais para o tratamento do autismo. O diagnóstico precoce deve ser feito, de preferência, até os dois anos de idade, quando ainda é possível reverter muitos ou quase todos os sintomas. Na França, por exemplo, já é possível se chegar a um diagnóstico em bebês com apenas seis meses de vida”, comenta Luciana Mendina. “No entanto, temos sempre de levar em consideração que há diferentes graus de autismo, do leve ao severo, e que nem todos responderão da mesma forma ao tratamento”, acrescenta.
Para Alfredo Jerusalinsky, no que se refere à detecção precoce já existem hoje instrumentos idôneos, tais como o IRDI e o PREAUT. “Esses protocolos permitem registrar durante os primeiros 18 meses do bebê indicadores de risco sem confundi-los com diagnóstico”, enfatizou.
Além do deputado federal Fernando Francischini (SD-PR), também participam do evento a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti; a diretora da Escola Kids de Educação Infantil e do Self Center – Clínica e Espaço Terapêutico para Espectro Autista, psicóloga Maria Helena Keinert; a fundadora e presidente da Associação de Atendimento e Apoio ao Autista (Aampara), Rosimere Benites; e o coordenador do Movimento Orgulho Autista do Brasil no Paraná, Nilton Salvador.
O que é – O Autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio neurológico caracterizado pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos, afetando o desenvolvimento da comunicação, da socialização e do comportamento.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que há 70 milhões de pessoas com autismo em todo o mundo, sendo dois milhões somente no Brasil. A síndrome é mais comum em crianças: uma em cada 88 crianças apresenta sintomas, sendo a prevalência cinco vezes maior em meninos.
O Dia Mundial de Conscientização do Autismo é celebrado em 2 de abril e foi decretado pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de conscientizar e alertar sobre a doença.
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