Assembleia Entrevista traz esclarecimentos sobre os exames de detecção da Covid-19
Programa da TV Assembleia leva ao ar conversa com a diretora do Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen) que explica as principais diferenças entre os testes que detectam a doença.
Todos já ouviram falar de pessoas que fizeram exames para detectar da Covid-19 e tiveram resultados positivos e depois de outro teste verificaram que o resultado era falso. “Quando se determina o método diagnóstico mais adequado, é preciso pensar na evolução da doença. Antes da pessoa desenvolvê-la, vai ter o período de incubação, a fase antes de ter sintomas, mas que já com o vírus presente. Depois de desenvolver sintomas, o vírus fica nas secreções por mais ou menos 10 dias”, explica a diretora técnica do Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen), Irina Riediger, no programa Assembleia Entrevista.
A atração da TV Assembleia esclarece ao telespectador as principais diferenças entre os principais exames para a detecção da Covid-19 e as diferenças entre os diagnósticos laboratoriais. “Uma abordagem é pesquisar diretamente o patógeno que causa a doença, caso da PCR para detecção do genoma da Sarscov 2; ou pesquisar os anticorpos que o paciente desenvolve em resposta a esta infecção, que são os testes imunológicos”, explica a diretora.
Segundo Irina, a coleta com os cotonetes no nariz ou garganta, os testes Swabs, coletam células vivas que podem conter o vírus dos pacientes. O resultado só é positivo, de acordo com ela, dentro de uma janela imunológica. “Não adianta coletar amostra de material respiratório depois de 15 dias que a pessoas está com sintomas, porque é esperado que seja negativo se ela estiver evoluindo bem clinicamente”, explica. Ela afirma ainda que qualquer teste laboratorial tem possibilidade de resultados falsos, sejam positivos ou negativos.
“Pelas características de desempenho do teste PCR, se espera ter mais resultados falsos negativos do que positivos. Se tiver resultado positivo, não há dúvidas de que esta pessoa está infectada. Se der negativo, é preciso ser interpretado junto com outras informações clínicas da doença. Pode ser pessoa no início dos sintomas ou há muitos dias com os sintomas”, esclarece.
Diferenças - Irina explica as características dos testes oferecidos ao público e as metodologias diagnóstica que pesquisam os anticorpos, sejam os rápidos vendidos nas farmácias, ou de análise de coleta de sangue, soro e plasma nos laboratórios. “Um teste rápido é adotado como triagem, sujeito a um maior número de resultados falsos, tanto negativo quanto positivos. O desempenho é pior do que o de laboratório, inerente à metodologia. Não quer dizer que o teste é ruim, quer dizer que não é feito para um resultado conclusivo”, alerta.
Assembleia Entrevista - A íntegra da entrevista com a diretora Irina Riediger, além de muitas outras entrevistas já feitas pelo programa Assembleia Entrevista, pode ser conferida pela TV Assembleia através do canal aberto 20.2 e 16 pela Claro/Net, além do canal do Youtube pelo link: https://bit.ly/314A0Jc.
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