Assembleia lamenta morte de Arlete Caramês, ex-deputada estadual e símbolo da luta por crianças desaparecidas no Paraná
A Assembleia Legislativa do Paraná, por meio de sua Comissão Executiva, lamenta profundamente o falecimento, nesta terça-feira (24), da ex-deputada estadual Arlete Caramês, aos 82 anos. O presidente da Casa, deputado Alexandre Curi (PSD), lamentou o falecimento de Arlete Caramês e destacou a trajetória de luta incansável da mãe que transformou a dor pessoal em mobilização social.
“Em busca do filho Guilherme, desaparecido em 1991, Arlete fundou o Movimento Nacional em Defesa da Criança Desaparecida no Paraná e teve papel decisivo na criação, em 1995, do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride)”, relembrou Curi.
Trajetória marcada pela busca e mobilização social
Nascida em Porto União (SC), Arlete foi uma das principais referências nacionais na defesa das famílias de crianças desaparecidas. Em 1991, o desaparecimento de seu único filho, Guilherme Caramês Tiburtius, então com 8 anos, mudou definitivamente sua história. Sem respostas até hoje, a tragédia levou a ex-bancária a dedicar-se incansavelmente à busca do menino e de outras crianças desaparecidas. No ano seguinte, fundou o Movimento Nacional da Criança Desaparecida do Paraná (CriDesPar), organização voltada à prevenção e à localização de menores desaparecidos, que lhe trouxe reconhecimento em todo o país.
Atuação decisiva na criação de políticas públicas
Em 1998, concorreu à Câmara dos Deputados, mas não se elegeu. Em 2000, foi eleita vereadora de Curitiba com a segunda maior votação daquele pleito. Em 2002, Arlete foi eleita deputada estadual, com 22.736 votos, pelo PPS, e assumiu cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná, onde chegou ao cargo de 3ª vice-presidente da Casa. No Parlamento, manteve como prioridade a defesa das crianças e o apoio às famílias atingidas por desaparecimentos, transformando sua dor pessoal em ação pública permanente.
A Assembleia Legislativa do Paraná se solidariza com os familiares de Arlete Caramês, que deixa um legado de luta, solidariedade e mobilização social que ultrapassa mandatos e cargos públicos. Sua trajetória permanece associada à defesa dos direitos das crianças e à esperança de milhares de famílias que ainda aguardam por notícias de seus filhos desaparecidos.
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