Assembleia realiza debate sobre as “Oportunidades e Desafios do Setor Florestal Paranaense”
Representantes do setor produtivo e do Poder Público discutiram com o Bloco Parlamentar da Madeira a situação e as políticas públicas para o setor madeireiro no Paraná.
O Bloco Temático da Madeira da Assembleia Legislativa do Paraná realizou nesta terça-feira, (11), audiência pública sobre as “Oportunidades e Desafios do Setor Florestal Paranaense”, que teve por objetivo promover amplo debate do setor produtivo sobre políticas públicas e desenvolvimento sustentável para o Paraná, terceiro lugar em área plantada do país.
A audiência pública foi convocada pelo presidente do Bloco Temático da Madeira, deputado Artagão Júnior (PSD) e contou com a presença dos deputados Gugu Bueno (PSD), Anibelli Neto (MDB), Matheus Vermelho (PP) e Arilson Chiorato (PT).
Também participaram do encontro o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável do Paraná, Valdemar Bernardo Jorge, o chefe-geral da Embrapa Florestas, Erich Gomes Schaitza, o chefe do Departamento de Florestas Plantadas da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, o Presidente da Associação Paranaense de empresas de Base Florestal (APRE), Zaid Nasser, o diretor de Licenciamento e Outorga do Instituto Água e Terra do Paraná (IAT) e o gerente de Políticas Públicas do Instituto de Desenvolvimento rural do Paraná (IDR).
O presidente do Bloco Parlamentar da Madeira, deputado Artagão Júnior (PSD), comentou que a audiência pública foi positiva porque contou com diversos atores do setor produtivo e também com representantes do Poder Público, que tem a responsabilidade da fiscalização e da realização de políticas públicas. “O que ficou evidente aqui neste evento, ao contrário do que a sociedade imagina, é que quando a gente fala do setor florestal, da floresta plantada, nós temos um segmento, até por exigência das certificações internacionais, com um compromisso muito acima do convencional no sentido da preservação e da sustentabilidade”, explicou.
Os dados apresentados na reunião demonstraram que para cada hectare de floresta plantada, corresponde a outro hectare de floresta nativa destinada a conservação. E o Paraná é destaque no cenário nacional por ter a maior área plantada de pinus do país (cerca de 37% do total de pinus plantado no Brasil), ser líder nas exportações de compensado de pinus, painéis reconstituídos e molduras, com produtividade florestal acima da média nacional e com potencial de crescimento.
Segundo a Associação Paranaense de Empresas Base Florestal (APRE), a importância do desenvolvimento de Florestas Plantadas “mantêm a fertilidade do solo e reciclagem de nutrientes, fixa e sequestra carbono, reduz a pressão sobre florestas nativas, protege e regulariza o regime hídrico, preserva os habitats e ecossistemas naturais, mantém a biodiversidade e incentiva a bioeconomia”.
Sistema ambiental
O secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Valdemar Bernardo Jorge, parabenizou o deputado Artagão pela iniciativa de montar o Bloco Parlamentar e trazer o setor para o debate. “O Governo do Paraná é solidário com aqueles que produzem e geram riqueza e empregos. O Paraná busca criar um sistema ambiental que procure conciliar produção e preservação, uma economia que seja verde, que seja eficiente, que seja inclusiva, gerando empregos e que possa transforar o nosso estado em um modelo de produção e de geração de riqueza, ao mesmo tempo que possa atender as necessidades da população”, explicou.
O presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, deputado Anibelli Neto (MDB), participou da reunião e disse que “com a criação do Bloco Parlamentar da Madeira, nunca na história do nosso Legislativo esse setor foi tão valorizado e prestigiado, como presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural tenho certeza que poderemos trabalhar juntos e trazer as demandas do setor para esta casa e criarmos políticas públicas para que as coisas possam sempre melhorar”.
“O setor madeireiro no Paraná responde por cerca de 120 mil empregos diretos envolvendo 6 mil empresas e a Assembleia Legislativa tem esse dever de fazer a interlocução com o setor, encurtando as distâncias, e todos os atores aqui presentes mostraram extrema disposição para que a gente possa diminuir as divergências e potencializar as convergências”, concluiu o deputado Artagão, anfitrião da audiência pública.
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