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Audiência pública debate impactos negativos da incineração do lixo
14h30
por Rodrigo Rossi
Fonte: Assessoria de Imprensa (41) 3350-4049/4188
4 min de leitura
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A incineração de lixo no estado motivou uma audiência pública nesta segunda-feira (28), na Assembleia Legislativa, proposta pela deputada Luciana Rafagnin (PT) e pelo presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida (PMDB). Com a participação de catadores de materiais recicláveis, de representantes do Ministério Público, além de pesquisadores, a reunião concluiu que o funcionamento de usinas para a queima de lixo representa danos ao meio ambiente, à geração de empregos e à vida da população, em razão dos poluentes cancerígenos. A discussão deve servir para nortear a elaboração de um projeto de lei proibindo a instalação das usinas no Paraná.
“Queremos trazer à tona este debate. As pessoas não estão muito habituadas ao assunto dos problemas da incineração do lixo. Temos hoje muitos catadores que fazem o trabalho de separação do material para reutilização. A incineração do lixo exclui essa possibilidade de trabalho e geração de renda, além de impactar negativamente o meio ambiente e fazer mal para a saúde das pessoas. Portanto, esta discussão pode ajudar na mobilização nacional sobre o tema”, garante a deputada Luciana.
Segundo o presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Casa, Luiz Eduardo Cheida, a coleta seletiva poderia reduzir em até 85% aquilo que é encaminhado aos aterros. A separação do lixo pode auxiliar não somente na empregabilidade, mas também na preservação do meio ambiente para reinserção na cadeia produtiva. “O ideal é reutilizar os materiais e o lixo na cadeia produtiva, o que significa dizer que seria possível poupar a natureza. O Paraná produz 20 mil toneladas de lixo ao dia. E 60% do lixo é orgânico e, portanto, muito úmido. Então, parece haver uma contradição, porque para se secar este lixo haveria de se gastar muito mais energia em relação àquilo que é produzido”.
A integrante do Movimento Nacional dos Catadores de Resíduos Recicláveis, Marilze de Lima, afirma que queimar lixo não é uma alternativa viável. Além do impacto ambiental, inúmeras famílias têm renda em função do trabalho de separação do material. “O que vamos fazer com um milhão de trabalhadores de reciclagem no país se houver exclusão total? Não é preciso queimar resíduos. Temos várias pessoas que tiram o sustento justamente da separação, que ajuda na preservação ambiental”, analisa.
De acordo com Carlos Cavalcanti, que também integra o movimento de catadores, a incineração é desvantajosa, comparada à possibilidade de geração de renda e oportunidade de trabalho para diversos brasileiros, além de estar em desacordo com a legislação. “Integramos um movimento nacional que trabalha decentemente, gerando renda e riqueza para o país. Não acreditamos que a incineração trará vantagens. A implantação de incineradores burla a hierarquia proposta na lei”, disse.
Para o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente, Saint-Clair Honorato Santos, a Assembleia Legislativa demonstra grande preocupação e respeito para com a sociedade ao promover uma audiência pública sobre a incineração de lixo, principalmente quando existem princípios em desacordo com a legislação, uma vez que é necessário que se façam a compostagem e reciclagem de resíduos. “No Paraná temos adotado esta diretriz. Se falamos em reciclagem e compostagem, não podemos pensar em incineração, que é a antítese, está na contramão da lei. A incineração produz inúmeros poluentes também”, alertou o promotor.
Na avaliação da procuradora da Justiça do Trabalho e coordenadora do Fórum Lixo e Cidadania no Paraná, Margaret Matos de Carvalho, além dos prejuízos ambientais, a incineração seria uma tecnologia inadequada para o manejo de lixo, além de gerar problemas de ordem social. “A incineração é a pior tecnologia possível para tratamento de resíduos sólidos. Gera impactos negativos no meio ambiente, gera impactos negativos socialmente, porque tira a possibilidade de renda de quem trabalha com o reciclável”, afirmou.
A audiência pública contou ainda com a presença dos deputados Elton Welter (PT) e Rasca Rodrigues (PV).
“Queremos trazer à tona este debate. As pessoas não estão muito habituadas ao assunto dos problemas da incineração do lixo. Temos hoje muitos catadores que fazem o trabalho de separação do material para reutilização. A incineração do lixo exclui essa possibilidade de trabalho e geração de renda, além de impactar negativamente o meio ambiente e fazer mal para a saúde das pessoas. Portanto, esta discussão pode ajudar na mobilização nacional sobre o tema”, garante a deputada Luciana.
Segundo o presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Casa, Luiz Eduardo Cheida, a coleta seletiva poderia reduzir em até 85% aquilo que é encaminhado aos aterros. A separação do lixo pode auxiliar não somente na empregabilidade, mas também na preservação do meio ambiente para reinserção na cadeia produtiva. “O ideal é reutilizar os materiais e o lixo na cadeia produtiva, o que significa dizer que seria possível poupar a natureza. O Paraná produz 20 mil toneladas de lixo ao dia. E 60% do lixo é orgânico e, portanto, muito úmido. Então, parece haver uma contradição, porque para se secar este lixo haveria de se gastar muito mais energia em relação àquilo que é produzido”.
A integrante do Movimento Nacional dos Catadores de Resíduos Recicláveis, Marilze de Lima, afirma que queimar lixo não é uma alternativa viável. Além do impacto ambiental, inúmeras famílias têm renda em função do trabalho de separação do material. “O que vamos fazer com um milhão de trabalhadores de reciclagem no país se houver exclusão total? Não é preciso queimar resíduos. Temos várias pessoas que tiram o sustento justamente da separação, que ajuda na preservação ambiental”, analisa.
De acordo com Carlos Cavalcanti, que também integra o movimento de catadores, a incineração é desvantajosa, comparada à possibilidade de geração de renda e oportunidade de trabalho para diversos brasileiros, além de estar em desacordo com a legislação. “Integramos um movimento nacional que trabalha decentemente, gerando renda e riqueza para o país. Não acreditamos que a incineração trará vantagens. A implantação de incineradores burla a hierarquia proposta na lei”, disse.
Para o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente, Saint-Clair Honorato Santos, a Assembleia Legislativa demonstra grande preocupação e respeito para com a sociedade ao promover uma audiência pública sobre a incineração de lixo, principalmente quando existem princípios em desacordo com a legislação, uma vez que é necessário que se façam a compostagem e reciclagem de resíduos. “No Paraná temos adotado esta diretriz. Se falamos em reciclagem e compostagem, não podemos pensar em incineração, que é a antítese, está na contramão da lei. A incineração produz inúmeros poluentes também”, alertou o promotor.
Na avaliação da procuradora da Justiça do Trabalho e coordenadora do Fórum Lixo e Cidadania no Paraná, Margaret Matos de Carvalho, além dos prejuízos ambientais, a incineração seria uma tecnologia inadequada para o manejo de lixo, além de gerar problemas de ordem social. “A incineração é a pior tecnologia possível para tratamento de resíduos sólidos. Gera impactos negativos no meio ambiente, gera impactos negativos socialmente, porque tira a possibilidade de renda de quem trabalha com o reciclável”, afirmou.
A audiência pública contou ainda com a presença dos deputados Elton Welter (PT) e Rasca Rodrigues (PV).
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