Audiência Pública debateu denúncias de violência policial em Londrina
Encontro foi promovido pela a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Paraná.
A violência policial e seus impactos foram discutidos em audiência pública no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Londrina. A discussão teve como tema “Segurança em Questão: Denúncias de Abusos Policiais em Londrina”. Ela foi proposta pela Comissão de Direitos Humanos e da Cidadania, da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) com apoio dos deputados da Oposição.
Representantes da sociedade civil, familiares de vítimas, especialistas em direitos humanos e segurança pública debateram sobre casos de abuso de autoridade e repressão excessiva, em especial o caso dos jovens Kelvin Willian Vieira dos Santos, 16, e Wender Natan da Costa Bento, 20, que motivou a audiência, entre outras questões de segurança públicas.
O crime ocorreu no dia 15 de fevereiro deste ano no Jardim Leonor, após abordagem da Polícia Militar. As mortes geraram protestos, principalmente após divulgação de imagens de circuito de videomonitoramento, que contradizem a versão oficial.
Participaram da audiência os deputados federais Tadeu Veneri e Lenir de Assis, os deputados estaduais Arilson Chiorato e Professor Lemos, e a vereadora de Londrina Paula Vicente.
“A audiência garantiu um espaço democrático de escuta e denúncia. Pessoas inocentes estão perdendo suas vidas. Essa violência precisa parar”, disse o professor Lemos.
Um dos proponentes da audiência pública, o deputado estadual e líder da oposição, Arilson Chiorato cobrou mais segurança para a população. “A audiência pública que realizamos hoje mostrou a importância de tratar com seriedade os possíveis excessos cometidos durante ações policiais. Já passou da hora do efetivo policial utilizar câmeras corporais e nas viaturas, para que esses casos não virem uma guerra de versões por falta de provas”, disse.
O deputado federal e membro da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Tadeu Veneri, ressaltou que “as pessoas têm histórico de resistência. É importante ressaltar a participação do Ministério Público, da OAB Londrina e, principalmente, dos familiares que se organizaram. A gente não pode admitir intimidação por parte da Polícia Militar e Civil. Elas são um órgão de estado para proteger a população, não para eliminá-la”.
Participação
Mário Sérgio Dias Xavier, presidente da Subseção Da OAB Londrina;
Luiz Valério dos Santos, Juiz de Direito e Diretor do Fórum Criminal de Londrina, representante do Poder Judiciário do Estado Do Paraná;
Leandro Antunes Meirelles Machado, Promotor do Ministério Público do Paraná;
Walter Tierling Neto, presidente do Conselho Permanente de Direitos Humanos;
Cláudio Melo, Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente e Jovens De Londrina;
Haydee Melo, Coordenadora do Movimento Justiça Por Almas;
Valdirene da Silva; mãe de vítima e fundadora do Movimento Justiça Por Almas;
Vanessa Pereira da Costa; Mães da Bratac
Alisson Fernando Moreiras Poças, Coordenador Do Centro De Direitos Humanos de Londrina
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