Brinde de fim de ano será diferente em 2020: com distanciamento e restrições
Maria Goretti David Lopes, diretora de Vigilância e Atenção em Saúde da SESA, foi a convidada do programa Assembleia Entrevista, e orientou sobre como devem ser realizadas as confraternizações de fim de ano durante a pandemia.
Quem diria que a pandemia de covid-19 duraria tanto tempo, atravessaria o ano e mudaria também a forma de se confraternizar nas festas de fim de ano. Até 2019, esse era o momento do abraço, de matar as saudades e de se aglomerar. “Acho que depois de um ano tão difícil, as pessoas merecem uma confraternização sim, porém, com toda a cautela necessária que o momento pede: distanciamento, uso de máscaras, álcool em gel e lavagem das mãos”, orienta a diretora de Vigilância e Atenção em Saúde da Secretaria Estadual da Saúde (SESA), Maria Goretti David Lopes.
Ela também aconselhou que as pessoas evitem as viagens nesse período. Tanto para reduzir o risco de acidentes e assim não sobrecarregar os hospitais, quanto para minimizar as chances de contato com muita gente.
Pelo Decreto do Governo do Estado, festas e reuniões estão “liberadas” com algumas restrições e quantidade de pessoas. Mas a especialista em saúde defende que quanto menos pessoas, melhor. Ela também indica que os locais de realização devem ser arejados. “Melhor se reunir somente com os familiares mais próximos, respeitando as regras, porque já sabemos que grande parte das infecções ocorre dentro de casa. Então, precisamos manter o bom senso e não colocar em risco as pessoas que mais amamos, incluindo as do grupo de risco”, diz.
Maria Goretti lembrou que a covid continua se espalhando e fazendo vítimas. “As pessoas ainda não compreenderam que a pandemia não está controlada. Estamos com dificuldades para conter o vírus. Portanto, evitar aglomerações ainda é o único caminho, antes da vacina”, alertou.
Um brinde em família é muito saudável, claro. Mas até nessa hora, há restrições. O cuidado deve ficar em torno dos excessos de bebidas alcoólicas. “É preciso cuidado para não beber demais e acabar se aproximando além do permitido das pessoas, o que não é possível neste momento”, diz a especialista em saúde.
Se não for possível fazer a reunião presencial, a tecnologia pode e deve ajudar, afinal, em 2020 ela passou a ser parte (ainda mais) da rotina das famílias. “Aprendemos, da pior forma que a pandemia é longa. Não há tratamento, não há vacina, por isso temos que continuar mobilizados também o ano que vem. Nós todos: Sociedade, governos, profissionais da saúde e pesquisadores”, ressalta Maria Goretti.
O programa Assembleia Entrevista com a diretora de Vigilância e Atenção em Saúde da Secretaria Estadual da Saúde (SESA), Maria Goretti David Lopes, vai ao ar pela TV Assembleia, canal aberto 10.2 e 16 pela Claro/Net, e pelo Youtube nesta terça-feira (17) logo após a sessão plenária, que tem início às 14h30.
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