Campanha Nikole Bozza: projeto que cria ação de conscientização e prevenção das hepatites virais avança na CCJ
A proposta é de autoria do deputado Cobra Repórter (PSD).
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná aprovou, nesta terça-feira (5), o projeto de lei 285/2024 apresentado pelo deputado estadual Cobra Repórter (PSD), que institui a Campanha Permanente de Conscientização e Prevenção às Hepatites Virais, chamada "Campanha Nikole Bozza". A campanha homenageia Nikole Bozza, arquiteta paranaense de 29 anos, que faleceu no início deste ano devido à Hepatite A.
Além disso, o deputado também protocolou um requerimento solicitando ao governador Ratinho Junior e ao secretário de Saúde, Beto Preto, a ampliação da faixa etária mínima para a vacinação contra Hepatite A nas unidades públicas de saúde, devido ao aumento dos casos notificados da doença no Paraná.
Preocupante o aumento de casos no Paraná - O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde (2022) mostra que o Paraná é um dos estados com maior incidência de Hepatite A, representando 7,3% dos casos do país. Em 2024, o estado já registrou um aumento de 85% nos casos confirmados de Hepatite A até abril, em comparação com todo o ano anterior. A maioria das notificações ocorre na Região Metropolitana de Curitiba.
Objetivos da campanha e reforço na imunização - Inspirada no caso de Nikole e de outros paranaenses, a Campanha Nikole Bozza será realizada em julho, durante o "Julho Amarelo", mês nacional de conscientização das hepatites virais. O projeto visa promover a prevenção, diagnóstico e tratamento através de palestras, seminários e ações educativas. A segunda proposta apresentada pede a ampliação da faixa etária para a vacina gratuita contra Hepatite A, atualmente limitada a crianças de até 5 anos e grupos prioritários específicos, como portadores de doenças crônicas e HIV.
Caso Nikole Bozza
A história de Nikole Bozza traz uma triste reflexão sobre as hepatites virais e a necessidade de maior conscientização e preparo no atendimento público. Segundo o relato do pai da jovem, Edson Martins Lecheta, o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do SUS foi demorado e insuficiente. Em novembro de 2023, Nikole procurou ajuda nas UPAs quatro vezes antes de receber o diagnóstico correto, enfrentando um sistema sobrecarregado e sem recursos laboratoriais adequados para o diagnóstico rápido. Diagnosticada tardiamente com Hepatite A, ela foi transferida para a UTI, onde aguardou por um transplante de fígado, que infelizmente não chegou a tempo.
O deputado Cobra Repórter reforça a urgência de políticas públicas efetivas para prevenir casos semelhantes, destacando a importância de campanhas educativas e o reforço da rede de saúde para diagnósticos e tratamentos adequados das hepatites virais.
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