“Ciência salva vidas, não é questão de opinião”, diz deputada Secretária Márcia Huçulak (PSD) no Dia Mundial da Saúde
Data foi instituída pela Organização das Nações Unidas em 1950. Mote deste ano é “Juntos pela ciência – uma só saúde”. Veja avanços para a população.
Neste 7 de abril, quando se celebram os 76 anos de criação do Dia Mundial da Saúde por parte da Organização das Nações Unidas (ONU), a deputada estadual Secretária Márcia Huçulak (PSD) reforça a importância do respeito à ciência, às evidências científicas, além de uma abordagem integrada, como forma de manter os avanços na saúde pública.
“É uma escolha que impacta a vida de todos nós”, diz Márcia. “Precisamos estar juntos”, completou, replicando o mote da campanha deste ano: Juntos pela ciência – uma só saúde.
De acordo com ela, após décadas de grandes avanços na saúde, a ciência vem sendo questionada, numa corrente de negacionismo e fakenews que se intensificou nos últimos anos. “Esse é um risco real para a vida”, reforça a deputada, gestora pública de saúde por 36 anos e ex-secretária municipal da área em Curitiba.
Márcia lembra que são as evidências científicas que permitem que doenças sejam prevenidas, tratadas e curadas. “Não é uma questão de opinião”, afirma.
Há inúmeros exemplos dos avanços para a população.
A expectativa de vida ao nascer, que há cem anos era de cerca de 35 anos, hoje está em 73 anos (média mundial), mais que o dobro, graças a vacinas, medicamentos e saneamento básico, entre outros fatores. A mortalidade infantil, que chegava a 30%, caiu para menos de 5%, pelos mesmos motivos.
Doenças graves que eram comuns – como tuberculose, varíola, pneumonia e outras – foram erradicadas ou controladas (mas correm risco de voltar em caso de retrocesso na vigilância epidemiológica, por exemplo).
Os programas de vacinação ao redor do mundo salvam entre 4 milhões e 5 milhões de vidas anualmente, sendo que o Brasil é referência mundial e o Paraná é referência no país.
Saúde Única
A abordagem da Saúde Única, por sua vez, é essencial para enfrentar crises sanitárias, como as pandemias. O conceito preconiza que saúde humana, animal e meio ambiente tenham abordagem integrada, já que interdependentes. “Assim, podemos garantir um futuro seguro para as próximas gerações”, diz Márcia, responsável pelo combate à pandemia de covid-19 em Curitiba.
Cerca de 60% das doenças infecciosas dos humanos têm origem animal (são, portanto, zoonoses). As mudanças climáticas, por sua vez, mudam ciclos de reprodução de vetores de doenças, como é o caso do Aedes aegypti (dengue), além de poder favorecer ocorrência de doenças como leptospirose ou problemas respiratórios, entre outros.
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