Conselho de Ética indica relator para examinar denúncia do MP-PR contra Nelson Justus
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa reuniu-se na manhã desta segunda-feira (6), sob a presidência do deputado Pastor Edson Praczyk (PRB), para dar início aos trabalhos referentes à abertura de processo disciplinar contra o deputado Nelson Justus (DEM), por suposta quebra de decoro parlamentar ocorrida durante sua gestão à frente da Presidência da Casa, no período de 2007 a 2010. Na oportunidade o deputado Missionário Ricardo Arruda (PSC), que também é corregedor da Assembleia, foi indicado para ser o relator dos trabalhos do Conselho.
Praczyk fez um breve relato sobre a situação do inquérito nº 672.936-6, do Ministério Público estadual, e do processo nº 672.9636-6, que deve ser apreciado e votado pelo Órgão Pleno do Tribunal de Justiça do Estado. Os membros do Conselho foram informados de que, além do arquivo digital, foram encaminhadas à Casa cópias dos autos e seus apensos, no total de 43 mil páginas. Todo esse material foi colocado sobre uma mesa na Sala das Comissões e depois endereçado ao gabinete do relator.
Arruda relator – Orientando-se pelo artigo 151 do Regimento Interno, o presidente do Conselho considerou desnecessária a constituição de uma comissão de inquérito formada por três deputados para examinar o assunto. Abriu espaço para que os membros do Conselho apresentassem candidatura ao cargo de relator. Como isso não aconteceu, indicou para a tarefa o deputado Missionário Ricardo Arruda. Ao mesmo tempo, Praczyk voltou a externar sua insatisfação ante o que qualificou como fragilidades do atual Regimento Interno, destacando a importância da revisão que atualmente se processa no texto e pedindo especial atenção para com as funções e atribuições do Conselho de Ética, responsável por zelar justamente pelo Regimento Interno, atuando no sentido da preservação da dignidade do mandato parlamentar no Legislativo.
Ele também informou aos pares sobre a necessidade de se dar ciência ainda nesta segunda-feira ao investigado, via ofício. A partir de seu recebimento, Justus disporá do prazo de até cinco sessões plenárias para apresentar sua defesa, pessoalmente ou através de representante. Uma nova sessão acontecerá após a sua manifestação. Participaram dos trabalhos desta segunda os deputados Tião Medeiros (PTB), vice-presidente do Conselho, Anibelli Neto (PMDB), Pastor Gilson Souza (PSC) e Hussein Bakri (PSC), além de Praczyk e Arruda.
Notícias Relacionadas
Frente Parlamentar de Apoio à Piscicultura é instalada na Assembleia Legislativa do Paraná
Colegiado coordenado pelo deputado Ricardo Arruda (PL) reúne produtores e representantes do setor para debater demandas da cadeia produtiva e fortalecer a atividade no estado.
Leia maisEmpresário João Alves Anselmo recebe título de Cidadão Benemérito do Paraná na Assembleia Legislativa
Sessão Solene, proposta pelo deputado Marcelo Rangel (PSD), ocorreu no Plenário do Legislativo
Leia maisCCJ confirma parecer do Conselho de Ética pela perda de mandato do deputado Renato Freitas (PT)
Cabe agora ao Conselho de Ética elaborar um Projeto de Resolução, a ser enviado à Mesa Executiva para inclusão em pauta e votação final pelos deputados em Plenário; votos contrários do deputado Arilson Chiorato (PT) e da deputada Ana Júlia (PT) foram rejeitados pelo colegiado.
Leia maisConselho de Ética confirma suspensão de prerrogativas regimentais de Renato Freitas (PT); deputado pode recorrer
Representações acusam quebra de decoro parlamentar por parte de Freitas devido a sua atuação em um protesto realizado em um supermercado de Curitiba e ao seu envolvimento em uma briga registrada na CCJ; Colegiado também aprovou censura escrita em terceiro processo.
Leia mais