CPI da JMK ouve ex-chefe da Divisão de Infraestrutura da Polícia Civil
Delegado Benedito Gonçalves Neto falou aos deputados por pouco mais de uma hora sobre os problemas verificados na manutenção dos veículos.
O delegado da Polícia Civil Benedito Gonçalves Neto foi ouvido, nesta quarta-feira (03), pelos deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que investiga possíveis irregularidades no contrato de manutenção da frota de veículos oficiais do Governo do Estado com a empresa JMK, presidida pelo deputado Soldado Fruet (PROS).
Ele foi chefe da Divisão de Infraestrutura da Polícia Civil até 2018 e, segundo ele, constatou no final de 2015 problemas juntos às oficinas que prestavam serviços à JMK que alegavam não receber pelos serviços prestados. Após uma reunião com representantes da empresa e Governo do Estado ajustes foram realizados e as oficinas começaram a receber corretamente, mas os problemas voltaram em 2017, persistindo até 2018, segundo o delegado.
Para ele, os gestores de cada unidade deveriam ter condições de fiscalização, tanto dos orçamentos e serviços realizados, bem como da estrutura das oficinas que realizam a manutenção da frota. De acordo com o contrato essa fiscalização era de competência do diretor do Departamento de Gestão do Transporte Oficial (DETO). “O preço quem discutia era o Deto, a gente era usuário. Acredito que o próprio gestor é quem deveria ir às oficinas fiscalizar e repassar para a Administração, porque o Deto não tinha condições de fiscalizar todas as pontas”, disse o delegado.
O relator dos trabalhos da CPI, deputado Delegado Jacovós (PR), a explanação do delegado Benedito foi essencial para que a CPI possa contribuir com soluções para futuros contratos do Governo. “Foi interessante ele vir explicar que como gestor, que recepcionava as reclamações por parte da Polícia Civil, a função era passar a notícia para a frente, pois a Polícia Civil não tinha o poder de fiscalização do contrato, que ficava a cargo de uma pessoa no Deto”, relatou. “Quem deve fazer a fiscalização, na minha opinião, são os que estão na ponta. O policial que leva a viatura para o conserto se certificar que o serviço foi executado a contento ou denunciar o contrato. O objetivo da CPI não é de ‘caça às bruxas’, mas o de buscar falhas na execução do contrato para que no futuro o Estado não venha a ser lesado”, completou.
Participaram da reunião desta quarta-feira, além do presidente e relator da CPI, os deputados Luiz Fernando Guerra (PSL), Paulo Litro (PSDB), Jonas Guimarães (PSB), Alexandre Amaro (PRB), Michele Caputo (PSDB), Cantora Mara Lima (PSC) e Do Carmo (PSL).
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