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CPI da Saúde Mental quer ouvir coordenador da área na Prefeitura de Curitiba
17h43
por Sandra C. Pacheco
Fonte: Assessoria de Imprensa (41) 3350-4188 ou 4049
3 min de leitura
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Em reunião realizada na manhã desta terça-feira (21), na Sala das Comissões da Assembleia Legislativa, a CPI da Saúde Mental decidiu convidar o coordenador da área de saúde psiquiátrica da Prefeitura de Curitiba, Marcelo Kimati, para falar sobre denúncias que vêm sendo feitas contra a política municipal para o setor. A intenção é ouvi-lo já na próxima terça-feira (28), antes da elaboração do relatório final dos trabalhos que a comissão desenvolve há vários meses.
Nesta reunião a CPI voltou a inquirir o presidente da Sociedade Paranaense de Psiquiatria, André Rotta Burkiewicz, a quem coube apresentar relatos de pacientes que, apesar da gravidade dos casos, afirmaram não ter conseguido a assistência adequada por parte dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Burkiewicz deu destaque a três tipos de queixas levadas ao órgão que preside: a de um paciente em surto psicótico, internado num CAPS 24 horas da capital, que lá trancou-se num dos quartos sem que um médico especialista se apresentasse para socorrê-lo.
Outro paciente, em situação de emergência com a tentativa de suicídio do filho, relatou a falta de acesso à psiquiatra há dois meses e a psicólogo há mais de quatro meses, além da ineficácia dos remédios indicados. Um terceiro, portador de transtorno de déficit de atenção, declarou ter sido tratado com medicamentos não indicados para o seu caso. Segundo Rotta, esses e outros casos podem ser constatados mediante dados de que a Sociedade dispõe, relativos aos atendimentos realizados.
Referindo-se ainda a um surto de infecção gastrointestinal no CAPS da Boa Vista, o especialista disse que esses e outros fatos são indicativos da falta de estruturação dos CAPS da capital paranaense para dar conta das demandas cada vez maiores: “falta psiquiatra de plantão, falta psicólogo, falta terapeuta ocupacional, falta remédio, instalações mais adequadas, faltam leitos e são recorrentes as denúncias de fornecimento de receituário por clínicos que sequer chegam a ver pessoalmente os pacientes”, lamentou Rotta.
Preocupada em especial com esta última denúncia, a deputada Marla Tureck (PSD) sugeriu que a comissão busque junto ao Conselho Regional de Medicina e outros organismos afetos ao setor, informações precisas sobre os protocolos referentes à prescrição de medicamentos psiquiátricos. O presidente da CPI, deputado Ney Leprevost (PSD), solicitou aos assessores da comissão a remessa das informações levantadas no interior do Estado para que o relator, deputado Felipe Lucas (PPS), possa finalizar a confecção do relatório da CPI.
Nesta reunião a CPI voltou a inquirir o presidente da Sociedade Paranaense de Psiquiatria, André Rotta Burkiewicz, a quem coube apresentar relatos de pacientes que, apesar da gravidade dos casos, afirmaram não ter conseguido a assistência adequada por parte dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Burkiewicz deu destaque a três tipos de queixas levadas ao órgão que preside: a de um paciente em surto psicótico, internado num CAPS 24 horas da capital, que lá trancou-se num dos quartos sem que um médico especialista se apresentasse para socorrê-lo.
Outro paciente, em situação de emergência com a tentativa de suicídio do filho, relatou a falta de acesso à psiquiatra há dois meses e a psicólogo há mais de quatro meses, além da ineficácia dos remédios indicados. Um terceiro, portador de transtorno de déficit de atenção, declarou ter sido tratado com medicamentos não indicados para o seu caso. Segundo Rotta, esses e outros casos podem ser constatados mediante dados de que a Sociedade dispõe, relativos aos atendimentos realizados.
Referindo-se ainda a um surto de infecção gastrointestinal no CAPS da Boa Vista, o especialista disse que esses e outros fatos são indicativos da falta de estruturação dos CAPS da capital paranaense para dar conta das demandas cada vez maiores: “falta psiquiatra de plantão, falta psicólogo, falta terapeuta ocupacional, falta remédio, instalações mais adequadas, faltam leitos e são recorrentes as denúncias de fornecimento de receituário por clínicos que sequer chegam a ver pessoalmente os pacientes”, lamentou Rotta.
Preocupada em especial com esta última denúncia, a deputada Marla Tureck (PSD) sugeriu que a comissão busque junto ao Conselho Regional de Medicina e outros organismos afetos ao setor, informações precisas sobre os protocolos referentes à prescrição de medicamentos psiquiátricos. O presidente da CPI, deputado Ney Leprevost (PSD), solicitou aos assessores da comissão a remessa das informações levantadas no interior do Estado para que o relator, deputado Felipe Lucas (PPS), possa finalizar a confecção do relatório da CPI.
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