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Deputada Secretária Márcia Huçulak (PSD) conclama união do Paraná para viabilizar novo contorno ferroviário de Curitiba

Para a parlamentar, obra na capital precisa ser incluída entre as obrigatórias da ANTT na concessão da Malha Sul, que será licitada em 2027.

08h59
por Assessoria Parlamentar
3 min de leitura
Deputada Secretária Márcia Huçulak (PSD). Foto: Antônio More/Alep

A construção do contorno ferroviário de Curitiba – e a consequente retirada da circulação de trens de carga do ambiente urbano da capital – não pode ficar de fora das prioridades da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), medida que exige mobilização dos agentes políticos do Estado para ser viabilizada.

O alerta foi feito pela deputada Secretária Márcia Huçulak (PSD) nesta segunda-feira (22) em discurso no Plenário da Alep. Márcia tratou do tema na semana passada com o prefeito Eduardo Pimentel e com o deputado federal Beto Preto. O presidente da Alep, Alexandre Curi (Republicanos), havia encampado a iniciativa após a ANTT não ter incluído a obra de Curitiba no rol de obrigações para a nova concessão da Malha Ferroviária Sul, prevista para o ano que vem. Um requerimento da Casa irá formalizar o pedido de inclusão.

"Temos a chance de unir forças em torno de um tema estratégico, que se arrasta há 30 anos e que, concretamente, trará enormes benefícios para Curitiba, com reflexos positivos na logística de todo o Paraná", disse a deputada.

Trata-se de uma demanda antiga da capital, cujo crescimento gerou a situação atual. A linha férrea foi construída por etapas no início do século 20. Hoje, trens de carga atravessam 37 quilômetros de área urbana em bairros das regiões Sul e Leste, com 45 passagens de nível para pedestres e veículos, lembrou a deputada.

A sinalização e as medidas de prevenção nos 45 cruzamentos não são suficientes para evitar acidentes. Entre 2020 e 2026, foram registrados 293 acidentes na capital, com 29 mortes.

De acordo com a deputada, o modal ferroviário é de grande importância para a economia e para a logística do Paraná, mas não pode mais disputar espaço com carros, motos, bicicletas e pedestres na capital.

Possibilidade

Apesar de não ter incluído a obra no cronograma de prioridades, a ANTT emitiu nota deixando em aberto a possibilidade de incluí-la no atual lote de concessões, previsto para o ano que vem.

Segundo Márcia, essa possibilidade exige esforço das forças políticas do Paraná "para tornar possibilidade em realidade".

"Mais 30 anos de espera não é uma opção", afirmou.

Fases

Márcia lembrou que a inclusão na pauta da ANTT é o primeiro passo de um processo que exigirá atenção por bastante tempo até ser implementado, e citou o exemplo da Ponte de Guaratuba, "que de obra impossível se tornou realidade".

De acordo com ela, são processos muito diferentes, mas a ponte mostra como é possível superar desafios e concretizar grandes entregas para a população.

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