Deputado Cobra Repórter (PSD) pede providências diante dos casos de violência nas escolas e ressalta importância do atendimento psicológico
Diante dos casos de violência que voltam a assombrar alunos, professores e funcionários das escolas, o deputado estadual Cobra Repórter (PSD) apresentou na quinta-feira (30), na Assembleia Legislativa do Paraná, um requerimento solicitando ao governador Ratinho Junior, ao secretário de Educação, Roni Miranda Vieira, e ao secretário de Segurança, coronel Hudson Leôncio Teixeira, providências para conter a onda de violência.
Cobra Repórter também pediu urgência na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição nº 05 de 2019, de sua autoria, que inclui a obrigação de exames psicológicos anuais, individuais ou coletivos, aos alunos e profissionais da rede pública de ensino, que poderiam prever com antecedência situações de violências em ambientes de ensino.
“Estou pedindo ao Governo do Estado para que tome medidas preventivas de combate à violência nas instituições de ensino e reforçando a importância da atenção psicológica aos estudantes e profissionais da docência, o que poderia diagnosticar situações extremas e evitar ataques violentos como o ocorrido em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e a ameaça mais recente em Arapongas”, explica o deputado.
Cobra Repórter destaca ainda que é importante que o Poder Público promova estudos de viabilidade para a implementação de novas medidas preventivas a esse tipo de ocorrência, que possam impedir o acesso às escolas por estudantes portando armas de fogo, armas brancas, e outros objetos que possam atentar à integridade física de pessoas nos ambientes de ensino. Estas medidas poderiam ser detectores de metais, portas giratórias, a revista de estudantes, o monitoramento policial, e a aplicação de outras medidas suficientes para inibir violências contra à vida, bem como a conscientização da população que se serve diretamente das instituições de ensino estaduais.
O deputado lembra ainda que nesta quarta-feira (30), um adolescente de 16 anos, portando um revólver entrou no Colégio Estadual Irondi Pugliesi, em Arapongas, e ameaçou o colega na frente de profissionais pedagógicos, após os estudantes serem retirados de sala em decorrência de uma discussão. Na segunda (27), um aluno de 13 anos realizou um ataque com uma arma branca em uma escola estadual de São Paulo, que resultou na morte de uma professora e mais quatro pessoas feridas.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), publicadas pelo Bem Paraná em agosto de 2019, mais de 74% dos professores paranaenses já presenciaram casos de violência, chamando a atenção, inclusive, para a presença de armas de fogo e armas brancas dentro do ambiente de ensino.
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