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Deputado Goura (PDT) assina carta-compromisso e defende integração da Região Metropolitana de Curitiba para enfrentar emergência climática

Elaborado a partir do Fórum de Soluções da vereadora Laís Leão (PDT), o documento estabelece uma agenda comum para enfrentar desafios socioambientais compartilhados pelos municípios da Grande Curitiba.

18h27
por Assessoria Parlamentar
4 min de leitura
O documento, construído pelo Fórum de Soluções, reúne propostas voltadas à integração da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) para enfrentar desafios relacionados à segurança hídrica, à gestão de resíduos, à preservação ambiental e à adaptação às mudanças climáticas. Foto: Kim Tolentino/CMC

O deputado estadual Goura (PDT) participou, nesta terça-feira (9), na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), do seminário promovido pela vereadora Laís Leão (PDT) e assinou uma carta-compromisso contra a emergência climática.

O documento, construído pelo Fórum de Soluções, reúne propostas voltadas à integração da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) para enfrentar desafios relacionados à segurança hídrica, à gestão de resíduos, à preservação ambiental e à adaptação às mudanças climáticas.

Goura destacou a importância da articulação entre mandatos parlamentares, universidades, movimentos sociais e a produção científica para enfrentar a crise climática.

“Eu assino a carta-compromisso porque ela cumpre o papel didático e pedagógico de envolver a sociedade, os estudantes, as universidades e os movimentos sociais em mandatos que atuam em sinergia com a ciência e a pesquisa para enfrentar a realidade urgente da crise climática”, destacou Goura.

Carta-compromisso

A Carta-Compromisso: Demandas e Propostas do Fórum de Soluções do Mandato Laís Leão elenca prioridades como a realização de audiência pública sobre integração metropolitana, acesso ao Fundo Clima para implantação de Florestas de Bolso, destinação de emendas para adaptação climática em periferias e formação de catadoras e catadores como lideranças comunitárias.

O deputado contextualizou os impactos das mudanças climáticas no Paraná e a necessidade de respostas integradas. “A realidade da crise climática no Paraná exige ações imediatas e integradas”, alertou.

Ele citou a ocorrência recente de um tornado no município de Rio Bonito do Iguaçu como reflexo direto desse cenário. “A crise climática exige uma abordagem regional que ultrapasse os limites administrativos dos municípios para evitar tragédias como a que destruiu parte da cidade.”

“A integração metropolitana não pode ficar restrita ao sistema de transporte coletivo, que atualmente funciona de forma deficitária. É urgente estabelecer um planejamento ecológico integrado que trate a gestão das águas, dos resíduos e das florestas como eixos centrais do desenvolvimento regional”, disse Goura.

Articulação de mandatos

A vereadora Laís Leão destacou que a adesão de Goura fortalece a articulação entre os mandatos municipal e estadual e consolida os compromissos construídos pelo Fórum de Soluções.

“A emergência climática já é uma realidade cotidiana que exige respostas imediatas do poder público para proteger as populações vulneráveis e frear as causas do aquecimento global”, explicou.

Segundo ela, o objetivo é pautar soluções que superem o isolamento institucional e coloquem o urbanismo, o meio ambiente e os direitos humanos na mesma mesa de decisões.

Seminário

Durante o evento, pesquisadores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) apresentaram um estudo sobre a biodiversidade urbana de Curitiba, estruturado nos eixos Legislação, Clima e Planejamento Urbano. Entre as propostas estão a criação de uma rede verde-azul, a ampliação da arborização com espécies nativas e a renaturalização de rios urbanos. O estudo será levado à COP17 da Biodiversidade, na Armênia.

O plano de metas compartilhadas prevê a realização de audiências públicas metropolitanas, a elaboração de emendas técnicas para captação de recursos por meio do Fundo Clima e a destinação de investimentos para ações de adaptação climática nas periferias.

As propostas foram estruturadas a partir do acúmulo técnico das 12 organizações que compõem o Fórum de Soluções: SPVS, Fundação Grupo Boticário, Fundação Alana, TETO Brasil Paraná, Instituto Talanoa, Painel do Clima, GreenRevolution, Tekoha, Clima de Política, Proveg Brasil, Instituto Aurora e Mãos Invisíveis.

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