Deputado Requião Filho (PT) reage à intimação do Poder Executivo para prestar esclarecimentos sobre caso dos grampos no Paraná
Durante a sessão plenária desta segunda-feira (20), o líder da Oposição questionou sobre a imunidade parlamentar. Caso será encaminhado à procuradoria da Assembleia Legislativa para tomada de providências.
“Nós temos imunidade parlamentar e o governo questionar um deputado sobre denúncias feitas na Tribuna é algo impensável, é um absurdo”, reagiu o deputado Requião Filho (PT), líder da Oposição na Assembleia Legislativa, a um Ofício encaminhado pelo governo Ratinho que intima o parlamentar a prestar esclarecimentos e entregar cópias de documentos do escândalo dos grampos no Paraná.
Em outubro, Requião Filho trouxe a público uma série de indícios sobre um suposto esquema de grampos ilegais e espionagem que funcionaria a partir da Diretoria de Inteligência da Controladoria Geral do Estado (CGE), coordenada por Mehdi Mouazen.
O Ofício, de 14 de novembro, foi assinado pelo delegado Ítalo Biancardi Neto e a intimação ocorre no âmbito de uma Sindicância aberta pelo secretário de Segurança Pública em exercício, Adilson Luiz Lucas Prusse, para apurar o caso.
“A nossa imunidade parlamentar continua valendo no Paraná? Recebi um ofício da Secretaria de Segurança, assinado pelo delegado Ítalo Biancardi Neto, sobre uma Sindicância a respeito dos grampos no Paraná. O delegado me intima a prestar informações e apresentar documentos que mencionei na tribuna. Nós temos imunidade parlamentar e questionar um deputado sobre denúncias feitas na tribuna é algo impensável, é um absurdo. Todos os documentos que tive acesso, encaminhei ao Ministério Público, se ele tiver curiosidade pode pedir a eles”, contestou, logo no início da sessão plenária desta segunda-feira (20).
O parlamentar pediu ao presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSD), que encaminhe o ofício à Procuradoria da Casa para que o órgão adote as devidas providências. “Peço inclusive que a Procuradoria da Assembleia responda este Ofício. Peço que a Casa tome conhecimento deste absurdo e que a Procuradoria tome as providências”, disse.
O presidente Ademar Traiano, ao final da fala, confirmou: “Enquanto Vossa Excelência usar a tribuna da Casa, sua imunidade parlamentar está assegurada. Vou determinar à procuradoria da Assembleia para que responda ao Expediente”.
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