Exposição na Assembleia mostra protagonismo das mulheres no Paraná
Proposta pela deputada Márcia Huçulak (PSD), Mostra Raízes Paranaenses – A Conquista do Feminino traz registros históricos do Arquivo Público. Abertura ocorre nesta segunda-feira (10/3); exposição fica no Espaço Cultural até a próxima sexta-feira.
Será aberta nesta segunda-feira (10/03), no Espaço Cultural da Assembleia Legislativa do Paraná, a exposição “Raízes Paranaenses – A Conquista do Feminino”. A iniciativa é da deputada estadual Márcia Huçulak (PSD), como parte das celebrações do Dia da Mulher (8/3) e do Arquivo Público do Estado, responsável pela curadoria e conteúdo da mostra.
“Nada melhor do que conhecer e valorizar a história para inspirar um movimento muito atual, que é luta por mais equidade entre homens e mulheres na nossa sociedade”, diz a deputada.
“Tanto nesta quanto em muitas outras áreas, o Arquivo Público dispõe de um acerto riquíssimo, que merece ser mais bem conhecido por todos”
De acordo com a diretora do Arquivo Público, Kassia Cavalari Basso, o material exposto mostra que, apesar das dificuldades, “as mulheres mostram que conseguem fazer a diferença”.
A mostra
A exposição na Alep permitirá que o público conheça melhor, por exemplo, a história de Enedina Alves de Marques (primeira mulher negra a se formar em Engenharia Civil no Sul do País, pela Universidade Federal do Paraná, em 1945, e a atuar na área), Rosy de Macedo Pinheiro Lima (a primeira deputada estadual eleita no estado, em 1947), Julia Wanderley (pioneira da luta por educação das mulheres), Regina Portes (primeira desembargadora do Tribunal de Justiça do Paraná) e Maria Falce de Macedo (primeira médica do Paraná), entre outras. (Veja lista completa abaixo)
Raízes
O programa Raízes Paranaenses é desenvolvido pelo Arquivo desde 2024. Além da mostra A Conquista do Feminino, o programa já abordou temas como a Abolição da Escravatura, documentos paranaenses sobre a Proclamação da República, imigração, entre outros temas.
O Arquivo
O Arquivo Público do Paraná foi criado em 1855, pelo então presidente da província do estado, Zacarias de Góes e Vasconcellos. A finalidade era reunir a memória impressa do Estado, por meio de documentos históricos e geográficos do estado.
Hoje, tem também a função de organizar e conservar a documentação do Poder Executivo, facilitando o acesso do público a essas informações.
Serviço
· Raízes Paranaenses – A Conquista do Feminino
· Abertura: segunda-feira, 10 de março de 2025, 13h30
· De 10 a 14 de março, das 9h às 18 horas.
· Local: Espaço Cultural, primeiro andar da Assembleia Legislativa do Paraná.
As personagens da exposição
Veja aqui as mulheres cujas trajetórias estarão expostas com mais detalhes na exposição “Raízes Paranaenses – A Conquista do Feminino”:
· Alice Tibiriçá (1886) – ativista da pauta feminina, presidiu a Federação de Mulheres do Brasil e representou o país no conselho da Federação democrática Internacional de Mulheres, em 1947, em Praga.
· Bianca Bianchi (1907) – musicista e professora, uma das fundadoras da Escola de Música e Belas Artes do Paraná.
· Cecília Westphalen (1927) – criadora do curso de mestrado de História da Universidade Federal do Paraná e uma das fundadoras da Associação Nacional de História.
· Chloris Casagrande Justen (1923) – primeira mulher a presidir a Academia Paranaense de Letras, atuou na implantação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e dos Conselhos Tutelares.
· Enedina Alves Marques (1913) – primeira mulher negra engenheira civil do Sul do País, pela Universidade Federal do Paraná.
· Julia Wanderley (1874) – pioneira da luta por educação das mulheres, foi a primeira mulher a frequentar a Escola Normal e a primeira formada em Curitiba nomeada para o Magistério Público.
· Maria Falce de Macedo (1897) – primeira médica do Paraná.
· Maria Nicolas (1899) – professora, historiadora, pintora e escritora negra.
· Regina Portes (1947) – primeira desembargadora do Tribunal de Justiça do Paraná.
· Rita das Neves (1854) – primeira regente da Vila de Morretes.
· Rosy de Macedo (1914) – primeira deputada estadual eleita no estado e primeira mulher com título de doutorado em Direito do Brasil.
· Roselys Vellozo Roderjan (1927) – professora e historiadora, especialista e ativista sobre folclore.
· Therezinha Zerbini (1928) – advogada, defensora dos Direitos Humanos, criou o Movimento Feminino pela Anistia e atuou contra a ditadura militar.
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