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Famílias Em Paranapoema Serão Despejadas Em Três Dias
18h43
por Kelen Vanzin
Fonte: MATÉRIA DE RESPONSABILIDADE DO GABINETE DA LIDERANÇA DO PT/PR
2 min de leitura
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FAMÍLIAS EM PARANAPOEMA SERÃO DESPEJADAS EM TRÊS DIAS As 800 famílias do acampamento Quilombo do Palmares, fazenda Santa Terezinha, emParanapoema região Noroeste do Estado, fizeram acordo com o Incra para desocupar aárea. A decisão de sair da fazenda foi tomada hoje (11), à tarde, depois que oSuperintende do Incra do Paraná, Celso Lisboa de Lacerda, assumiu o compromisso deencontrar outra área para assentar as famílias em até 90 dias. Os Sem Terrasolicitaram três dias para retirar todos os pertences e desocupar a fazenda. Aprincípio a área designada pelo Incra é o assentamento Mãe de Deus, em JardimOlinda, próximo da região.Desde do início da manhã de hoje cerca de 1500 policiais militares permaneceram emfrente o acampamento para cumprir o mandado de despejo. Durante toda a manhã asfamílias acampadas e algumas autoridades da região, tentaram negociar a anulação daação, sem sucesso. O deputado estadual Padre Paulo, PT, acompanhou toda a negociaçãopara que não houvesse confronto entre os sem-terra e a PM. Ao término, não houveferidos, nem agressões.ContextoO acampamento Quilombo dos Palmares foi montado há três anos, quando cerca de 800famílias (2.500 pessoas) ocuparam a fazenda Santa Terezinha, em Agosto de 2003. Aarea é de 570.8 hectares, o espólio (proprietário provisório) é Mikio Maehara.No acampamento existia uma Escola Itinerante, em funcionamento há dois anos. Mas,com o despejo as crianças não terão onde estudar. Cerca de 200 crianças estavamcursando o ensino fundamental (1ª a 4ª série) na escola. A Escola Itinerante évinculada ao Governo do Estado, através do programa Educação do Campo.No acampamento também funcionavam duas turmas de Alfabetização de jovens e adultos -EJA, com cerca de 40 alunos. Além disso, as famílias organizaram uma cirandainfantil (antiga creche) que atende mais de 50 crianças por período, recebendoalimentação e atendimento educacional.As famílias Sem Terra, também organizaram um posto de saúde, com atendimento voltadopara a saúde alternativa, na área fitoterapia e de bioenergia.Durante os três anos de acampamento os trabalhadores estavam produzindo alimentospara a subsistência das famílias, como: melancia, vassoura, abóbora, mandioca everduras. Em 2004 foram produzidas mais de 70 mil arrobas de algodão, 10 mil sacasde feijão e 5.000 saca de milho. Os acampados ainda produziam queijos e doces, ecriavam gados, porcos e aves.Liderança do PT/PRKelen VanzinAssessora de Imprensa(41) 350-4157(41) 91966533www.pagina13pr.org.br
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