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Julho Âmbar traz visibilidade e acolhimento para famílias que sofrem com o luto parental

Lei que instituiu o mês estadual de conscientização sobre o tema foi proposta pelo deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD).

08h31
por Luciano Balarotti
3 min de leitura
Deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD), a autor da lei. Foto: Valdir Amaral/Alep

Perder um filho é uma das experiências mais devastadoras que uma família pode enfrentar, e é justamente para dar visibilidade a essa realidade que o Paraná passou a reconhecer o Julho Âmbar como o mês estadual de conscientização sobre o luto parental. A data foi instituída no Estado pela Lei nº 22.331/2025, sancionada em abril do ano passado, com o objetivo de transformar o luto em empatia, amor e acolhimento. O mês foi escolhido por incluir o dia 3 de julho, internacionalmente conhecido como o Dia dos Pais Enlutados.

“A perda de um filho é uma dor que não tem dimensão e que acompanha a família por toda a vida. Com a criação do Julho Âmbar, queremos dar visibilidade a esse luto, combater o silêncio que muitas vezes cerca esse tema e fortalecer uma cultura de acolhimento, respeito e apoio às mães, pais e familiares enlutados. Falar sobre o luto parental também é uma forma de cuidar das pessoas e de incentivar políticas públicas mais humanizadas”, afirma o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD), autor da legislação.

A criação da lei do Julho Âmbar segue um movimento internacional que busca dar visibilidade ao luto parental, quebrando o silêncio que frequentemente cerca essa dor, além de incentivar a criação de redes de apoio e de políticas públicas de saúde mental para as famílias afetadas. A cor âmbar foi escolhida como símbolo de memória, respeito e amor eterno, representando o nascer do sol que traz esperança e força.

Olhar humanizado

Um dos objetivos deste período dedicado ao tema é combater preconceitos, especialmente no caso das perdas gestacionais, que muitas vezes não são reconhecidas como luto. Essas perdas, que ocorrem quando as mães sofrem um aborto espontâneo antes de 20 semanas de gestação, costumam ser minimizadas pela sociedade, que não as enxerga como uma situação de luto parental.

“É papel do Poder Público, das instituições, da mídia, das escolas, das empresas e de toda a sociedade reconhecer e apoiar quem atravessa essa dor. O Julho Âmbar não é apenas um mês de lembrança, mas um convite à transformação do cuidado em política, em escuta, em respeito”, complementa o parlamentar.

Ao apresentar o projeto, no ano passado, Romanelli destacou que o Datasus apurou 57.108 óbitos de bebês e crianças de 0 a 14 anos no Paraná entre 2002 e 2022. Na proposição, o deputado também salientou a necessidade de romper com estereótipos e preconceitos sobre o luto parental, sensibilizar a sociedade com campanhas de conscientização e ampliar a capacitação de profissionais de saúde para um atendimento humanizado.

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