Lançada no Paraná a Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras
Durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa desta segunda-feira (13) foi lançada a Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras no Paraná. Os diretores da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Silvaney Bernardi e Gerson Castellano, ocuparam a tribuna da Assembleia para pedir o apoio dos deputados ao movimento dos petroleiros e para destacar as conquistas alcançadas pela empresa na produção de petróleo e gás natural.
Segundo o deputado Tadeu Veneri (PT), propositor da criação da Frente, o objetivo é fortalecer a luta contra a venda de ativos e os cortes de investimentos anunciados pela Petrobras, que é pública (de capital aberto), e assim barrar projetos que visam alterar o modelo de partilha do pré-sal. Veneri disse que o movimento parlamentar pretende promover ações e debates nos municípios paranaenses para informar e esclarecer sobre as questões que hoje envolvem a empresa.
“A Petrobrás é muito mais do que está sendo divulgado na mídia”, observou Castellano, ao se referir às denúncias sobre a Operação Lava Jato, que investiga ex-dirigentes da empresa. Silvaney Bernardi, que fez um relato resumido da história da Petrobras, assinalou que a empresa hoje é referência na exploração de petróleo, continua batendo recordes na produção e também gerando empregos em diversos setores da economia. Ele citou como exemplo de eficiência o fato da Petrobras estar registrando uma produção diária de cerca de 2 milhões e 539 mil barris de óleo.
Mudanças – Durante os pronunciamentos os diretores da FUP manifestaram preocupação com o projeto de lei do Senado nº 131/15, do senador José Serra (PSDB/SP). A proposta do senador retira a obrigatoriedade de que a Petrobras seja a única operadora e tenha participação mínima de 30% na exploração dos campos do pré-sal. Para Castellano, a mudança reduziria o repasse de recursos para educação, Fundo Social e da Saúde e outras áreas para as quais está destinada a maior parte dos royalties da exploração desses novos campos. Um levantamento da Comissão de Educação do Senado aponta que, com a mudança, apenas do campo de Libras – o primeiro a ser explorado no novo modelo – deixariam de ser arrecadados R$ 100 bilhões para o Fundo Social e R$ 50 bilhões para educação e saúde. Dirigentes sindicais, representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e estudantes acompanharam a sessão, quando se manifestaram em defesa da empresa.
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