Lei estadual reconhece o trabalho dos capelães no Paraná
Celebrado em 21 de junho, o Dia do Capelão passou a integrar o calendário oficial do Estado por iniciativa do deputado estadual Gilson de Souza (PL), valorizando homens e mulheres que levam fé, escuta e esperança a quem mais precisa.
O Paraná celebra, no próximo domingo, dia 21 de junho, o Dia do Capelão, data instituída oficialmente pela Lei Estadual nº 22.661/2025, de autoria do deputado estadual Gilson de Souza (PL). A nova legislação incluiu a data no Calendário Oficial de Eventos do Estado do Paraná e representa um reconhecimento público ao trabalho desenvolvido por capelães em diferentes áreas da sociedade.
Mais do que uma data comemorativa, a lei reconhece uma missão. A capelania está presente em hospitais, presídios, instituições militares, comunidades terapêuticas, igrejas, escolas, casas de acolhimento e diversos outros espaços onde pessoas enfrentam momentos de dor, crise, solidão, vulnerabilidade ou profunda necessidade de apoio espiritual e emocional.
De acordo com a justificativa do projeto, a iniciativa tem como objetivo reconhecer e valorizar o trabalho dos capelães, que atuam de forma humanizada e compassiva, oferecendo apoio espiritual, emocional e psicológico a pessoas em momentos de vulnerabilidade, dor ou crise. O texto também destaca que esses profissionais contribuem para a promoção do bem-estar integral de pacientes, familiares, militares, presos e demais pessoas sob seus cuidados.
Para o deputado Gilson de Souza, que também é pastor, a lei nasce de uma compreensão profunda sobre a importância do cuidado integral com o ser humano. "A capelania é uma missão de amor ao próximo. O capelão é alguém que chega em momentos difíceis levando uma palavra de fé, uma oração, uma escuta acolhedora e uma presença de esperança. Esta lei é uma forma de reconhecer homens e mulheres que servem com compaixão, responsabilidade e compromisso com a dignidade humana", destacou o parlamentar.
Atuação
A atuação dos capelães vai além de uma função religiosa. Em muitos casos, eles estão ao lado de pessoas em algumas das fases mais sensíveis da vida: durante tratamentos de saúde, internações hospitalares, luto, conflitos familiares, privação de liberdade, dependência química, crises emocionais ou situações de abandono.
Nesses ambientes, a presença da capelania representa cuidado, escuta, acolhimento e esperança. É um serviço que não substitui o trabalho técnico de profissionais da saúde, da assistência social, da segurança pública ou da educação, mas soma forças para oferecer um atendimento mais humano, sensível e integral.
"O ser humano não é apenas corpo. Ele também tem alma, emoções, medos, angústias e fé. Por isso, o cuidado espiritual e emocional tem papel fundamental, especialmente nos momentos de maior fragilidade. O capelão muitas vezes é a presença que consola, fortalece e ajuda a pessoa a reencontrar a esperança", afirmou Gilson de Souza.
Reconhecimento
A Lei Estadual nº 22.661/2025 teve origem no Projeto de Lei nº 483/2025, apresentado pelo deputado Gilson de Souza na Assembleia Legislativa do Paraná. O texto foi aprovado pelos parlamentares e sancionado em 3 de outubro de 2025, instituindo o Dia do Capelão, a ser celebrado anualmente em 21 de junho no Estado.
Com a sanção, o Paraná passou a reconhecer oficialmente a relevância dos capelães e voluntários da capelania, incentivando também a valorização desse trabalho por instituições públicas e privadas.
Segundo Gilson, a criação da data é uma forma de dar visibilidade a uma atuação que muitas vezes acontece de maneira silenciosa, mas que produz impactos profundos na vida das pessoas. "Muitos capelães trabalham de forma voluntária, silenciosa e dedicada. Eles entram em lugares onde há dor, medo e incerteza, mas levam fé, consolo e esperança. O Paraná precisava reconhecer essa missão, e é uma honra ter sido o autor dessa lei", ressaltou o deputado.
"Defender a vida também é reconhecer quem cuida de vidas. A capelania expressa valores fundamentais: amor ao próximo, compaixão, fé, serviço e respeito à dignidade humana. Esta lei é uma homenagem, mas também um chamado para que a sociedade valorize ainda mais aqueles que se dedicam a cuidar do outro", completou Gilson.
Notícias Relacionadas
Fórum realizado na Assembleia discute políticas públicas para comunidades terapêuticas
Realização do II Fórum Estadual Permanente de Comunidades Terapêuticas no Paraná foi uma iniciativa do deputado Gilson de Souza (PL)
Leia mais
Projeto de lei prevê a criação do Alerta Laranja para proteger crianças e adolescentes vítimas de violência sexual
Texto de autoria do deputado Gilson de Souza (PL), em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná, prevê resposta imediata, atendimento prioritário e integração da rede de proteção.
Leia mais
Assembleia realiza II Fórum Estadual Permanente de Comunidades Terapêuticas no Paraná
Proposto pelo deputado Gilson de Souza (PL), o evento acontece na sexta-feira (12) e vai debater segurança jurídica, fortalecimento institucional e políticas públicas para o setor.
Leia maisDeputado Gilson de Souza (PL) destaca protagonismo dos jovens e defende ações integradas contra as drogas no Paraná
Durante a abertura do Junho Paraná Sem Drogas 2026, parlamentar reforçou compromisso com a prevenção, o cuidado às pessoas em situação de rua e o apoio às comunidades terapêuticas.
Leia mais