Líder da Oposição questiona sigilo no TCE-PR e aponta falta de transparência sobre o programa Olho Vivo no Paraná
O deputado Arilson Chiorato (PT) que irá solicitar a retirada do sigilo e reforçar pedido de suspensão do programa até apresentação de informações detalhadas.
O deputado estadual Arilson Chiorato (PT) questionou, nesta segunda-feira (23), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o sigilo imposto ao processo que tramita no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) sobre o programa Olho Vivo, implantado pelo Poder Executivo. Líder da Oposição, o parlamentar afirmou que a medida impede o acesso a informações essenciais e compromete a transparência e a fiscalização.
De acordo com o deputado Arilson, o sigilo no TCE-PR foi aplicado na última quarta-feira (18), exatamente quando a denúncia foi protocolada no Tribunal de Contas. “No mesmo dia em que a gente apresenta a denúncia, o processo passa a ficar sob sigilo. Isso levanta uma preocupação muito grande sobre a transparência”, afirmou.
O Olho Vivo é um programa de monitoramento com uso de câmeras e sistemas de inteligência para leitura de placas e cruzamento de dados em tempo real. A iniciativa é financiada com recursos públicos e vem sendo implantada em municípios do Paraná. O programa, explicou Chiorato, é alvo de questionamentos por falta de transparência e pela ausência de informações sobre contratos, operação, valores envolvidos e riscos relacionados ao uso e à proteção de dados da população.
A restrição no TCE-PR impede o acesso a dados básicos que deveriam ser públicos, como contratos, valores, estrutura do programa e responsabilidades pela operação, segundo o Líder da Oposição. “A publicidade é a regra na administração pública. O sigilo deve ser exceção e precisa ser justificado, o que não ocorreu neste caso”, destacou.
Pedido
O deputado Arilson informou que irá protocolar, no próprio processo em tramitação no Tribunal de Contas, um pedido para derrubar o sigilo e tornar todas as informações públicas. Além disso, disse que vai reforçar o pedido para que o programa seja suspenso imediatamente, até que o governador Ratinho Jr. explique como funciona o sistema e como os recursos públicos estão sendo utilizados.
“O que nós estamos pedindo é o básico: transparência. Não é possível um programa desse tamanho funcionar sem que a população tenha acesso às informações”, afirmou.
O Líder da Oposição disse que seguirá acompanhando o caso e cobrando respostas do Governo Ratinho Jr. “Se não houver resposta, vamos continuar levando esse tema para todos os espaços necessários”, completou.
Questionamentos
A denúncia apresentada pelo deputado Arilson ao TCE-PR reúne elementos que apontam possíveis irregularidades na implantação do programa. Entre os pontos levantados estão questionamentos sobre a ausência ou fragilidades no processo licitatório e a participação de empresas privadas na execução do sistema. Também há falta de clareza sobre os valores envolvidos, que podem chegar, de acordo com o parlamentar, a cerca de R$ 1 bilhão.
O documento aponta que o programa utiliza, de forma irregular, a empresa Paladium Corp, sem transparência adequada sobre os contratos firmados, os critérios de contratação e as responsabilidades operacionais. O texto também destaca preocupações com o tratamento de dados sensíveis da população, sem a devida clareza e sem a apresentação de instrumentos obrigatórios de governança, segurança e proteção dessas informações.
De acordo com a denúncia, foram identificados indícios de descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), devido à falta de transparência sobre a coleta, o armazenamento, o compartilhamento e o uso desses dados. Isso, segundo o documento, pode configurar violação à própria LGPD, especialmente aos princípios de finalidade, transparência, necessidade e segurança no tratamento de dados pessoais.
O Líder da Oposição reforçou as críticas ao programa. “Hoje, o sistema já está em funcionamento, mas ninguém sabe exatamente quem opera, quanto custa e como os dados estão sendo utilizados”, afirmou.
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