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Livro que celebra trajetória política de José Richa será lançado nesta segunda-feira (19), na Assembleia Legislativa
11h02
por Sandra C. Pacheco
Fonte: Assessoria de Imprensa - (41) 3350-4049/4188
4 min de leitura
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Será lançado nesta segunda-feira (19), às 18h30, no Plenário da Assembleia Legislativa, o livro “José Richa – Imagens e Histórias de um Político de Verdade”, organizado pelo Instituto Teotônio Vilela – seção Otto Bracarense, órgão de estudos do PSDB regional. A obra reúne fotos do fotógrafo Ivan Bueno que documentam vários períodos da trajetória política do ex-governador do Paraná, um dos fundadores do partido e também do antigo MDB. A cessão do espaço para sediar o evento foi solicitada pelo líder do Governo na Casa, deputado Ademar Traiano (PSDB).
Entre os convidados que já confirmaram presença estão o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) que, além de correligionário, era amigo pessoal de Richa. Para o presidente da Assembleia, deputado Valdir Rossoni (PSDB), a iniciativa presta uma justa homenagem a um dos mais importantes líderes políticos da história recente do Paraná, com reconhecida atuação no processo de redemocratização do País.
Conciliador – Embora tenha lançado raízes e feito toda sua carreira política no Paraná, onde se formou em Odontologia pela Universidade Federal, José Richa nasceu em São Fidélis, no Rio de Janeiro. Veio para cá muito cedo e iniciou-se nas lides políticas através da União Paranaense dos Estudantes (UPE), da qual foi secretário e posteriormente presidente. Presidiu também o Diretório Nacional da Juventude Democrática Cristã.
Foi vice-presidente do Comitê Mundial da JDC e secretariou a organização partidária do PDC em 1961, mesmo ano em que foi oficial de gabinete do então governador do Estado, Ney Braga. No ano seguinte ocupou a chefia de gabinete da Secretaria do Interior e da Justiça. Em 1962 obteve seu primeiro mandato, de deputado federal, para o qual se reelegeu em 1966. Com a extinção das antigas siglas partidárias após o golpe de 1964, foi um dos fundadores e integrantes da comissão provisória que formou o Diretório do MDB no Paraná. Candidatou-se ao Senado em 1970, e dois anos depois foi eleito prefeito de Londrina.
A eleição para o Senado ocorreu em 1978. Nesse período presidiu a Comissão de Economia e foi membro titular das Comissões de Relações Exteriores e da Comissão de Agricultura do Senado, além de relator da comissão mista de deputados e senadores para definição da economia cafeeira. Conhecido e respeitado por seu espirito conciliador, sempre aberto ao diálogo, atuou nas conversações que geraram a fusão entre o PMDB e o PP, possibilitando a eleição de vários governadores da oposição em 1982, a primeira eleição direta para o cargo desde 1965 e de quase duas décadas de ditadura militar. Além de Richa no Paraná, elegeram-se, entre outros, Franco Montoro em São Paulo e Tancredo Neves em Minas Gerais.
Como governador, teve participação destacada na campanha das Diretas-Já, que mobilizou brasileiros em todos os pontos do país. A emenda de Dante de Oliveira não foi aprovada pelo Congresso, mas o colégio eleitoral acabou elegendo um representante da oposição, Tancredo Neves, para suceder o último presidente militar, João Figueiredo. Durante sua gestão à frente do Palácio Iguaçu Richa desenvolveu projetos sociais de grande repercussão, como o “Clic Rural”, que levou energia elétrica para áreas rurais de todo o estado.
Eleito senador em 1986, deixou o PMDB em 1988, para fundar, junto com Montoro, Mário Covas, José Serra, Hélio Jaguaribe e outros, o PSDB. Disputou o Governo do Estado novamente em 1990 e, em 1995, deixou a politica para retornar à iniciativa privada. Morreu em 17 de dezembro de 2003, aos 69 anos, em decorrência de uma fibrose pulmonar.
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Entre os convidados que já confirmaram presença estão o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) que, além de correligionário, era amigo pessoal de Richa. Para o presidente da Assembleia, deputado Valdir Rossoni (PSDB), a iniciativa presta uma justa homenagem a um dos mais importantes líderes políticos da história recente do Paraná, com reconhecida atuação no processo de redemocratização do País.
Conciliador – Embora tenha lançado raízes e feito toda sua carreira política no Paraná, onde se formou em Odontologia pela Universidade Federal, José Richa nasceu em São Fidélis, no Rio de Janeiro. Veio para cá muito cedo e iniciou-se nas lides políticas através da União Paranaense dos Estudantes (UPE), da qual foi secretário e posteriormente presidente. Presidiu também o Diretório Nacional da Juventude Democrática Cristã.
Foi vice-presidente do Comitê Mundial da JDC e secretariou a organização partidária do PDC em 1961, mesmo ano em que foi oficial de gabinete do então governador do Estado, Ney Braga. No ano seguinte ocupou a chefia de gabinete da Secretaria do Interior e da Justiça. Em 1962 obteve seu primeiro mandato, de deputado federal, para o qual se reelegeu em 1966. Com a extinção das antigas siglas partidárias após o golpe de 1964, foi um dos fundadores e integrantes da comissão provisória que formou o Diretório do MDB no Paraná. Candidatou-se ao Senado em 1970, e dois anos depois foi eleito prefeito de Londrina.
A eleição para o Senado ocorreu em 1978. Nesse período presidiu a Comissão de Economia e foi membro titular das Comissões de Relações Exteriores e da Comissão de Agricultura do Senado, além de relator da comissão mista de deputados e senadores para definição da economia cafeeira. Conhecido e respeitado por seu espirito conciliador, sempre aberto ao diálogo, atuou nas conversações que geraram a fusão entre o PMDB e o PP, possibilitando a eleição de vários governadores da oposição em 1982, a primeira eleição direta para o cargo desde 1965 e de quase duas décadas de ditadura militar. Além de Richa no Paraná, elegeram-se, entre outros, Franco Montoro em São Paulo e Tancredo Neves em Minas Gerais.
Como governador, teve participação destacada na campanha das Diretas-Já, que mobilizou brasileiros em todos os pontos do país. A emenda de Dante de Oliveira não foi aprovada pelo Congresso, mas o colégio eleitoral acabou elegendo um representante da oposição, Tancredo Neves, para suceder o último presidente militar, João Figueiredo. Durante sua gestão à frente do Palácio Iguaçu Richa desenvolveu projetos sociais de grande repercussão, como o “Clic Rural”, que levou energia elétrica para áreas rurais de todo o estado.
Eleito senador em 1986, deixou o PMDB em 1988, para fundar, junto com Montoro, Mário Covas, José Serra, Hélio Jaguaribe e outros, o PSDB. Disputou o Governo do Estado novamente em 1990 e, em 1995, deixou a politica para retornar à iniciativa privada. Morreu em 17 de dezembro de 2003, aos 69 anos, em decorrência de uma fibrose pulmonar.
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