No Sudoeste, o SAMU pode parar!, alerta deputada
Luciana Rafagnin chama a atenção para o risco do serviço paralisar o atendimento na região pela falta de reajuste no valor dos recursos repassados ao programa e na remuneração dos seus profissionais.
A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) encaminhou, através da Assembleia Legislativa do Paraná, um requerimento dirigido ao governador Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD) e ao secretário de Estado da Saúde, César Augusto Neves Luiz, pedindo informações sobre o funcionamento do SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - na região Sudoeste. A parlamentar está muito preocupada com o risco de paralisação desse serviço de extrema necessidade da população, diante da falta de reajuste no repasse dos valores ao programa pelos governos federal e estadual e também de correção na remuneração dos profissionais que atuam nesse atendimento.
Representantes das direções da Sintropab, Sintrofab, do Sindicato dos Comerciários e do Consórcio dos Municípios do Sudoeste que, coordenam o SAMU na região, se reuniram com a deputada Luciana e com o deputado Tadeu Veneri (PT) em Pato Branco na semana passada para manifestar essa preocupação e apresentar as reivindicações da categoria. As entidades também assinam uma nota, em que explicam e detalham os problemas que o SAMU vem enfrentando no Sudoeste do Paraná.
“Essa situação nos preocupa muito, já que desde 2011, quando o SAMU começou a atender no Sudoeste, nunca foi registrada nenhuma reclamação quanto à eficiência na prestação desse atendimento, que é de alta qualidade”, afirma Luciana. O consórcio reúne médicos, enfermeiros, equipe de apoio e condutores dos socorristas, profissionais, que prestam atendimento às pessoas, principalmente em acidentes, ou quando alguém passa mal em sua residência. A equipe se dirige até o local e realiza todos os procedimentos necessários para salvar vidas”, explica.
Ameaçado de parar
Pelo modelo tripartite de gestão, 50% dos recursos do SAMU são de responsabilidade do Governo Federal, 25% do estadual e outros 25% do municipal, voltados ao custeio de todas as despesas. Mas desde 2011 que os valores não são reajustados, reclamam. De acordo com a Coordenadora Geral do Consórcio Regional, o SAMU precisa, de R$ 2,7 milhões mensais para cobrir as despesas totais. Mas o Governo Federal repassa apenas R$ 541 mil mensalmente e o estadual, R$ 375 mil. Os 42 municípios do consórcio regional do Sudoeste têm de arcar com a diferença, ou seja, cerca de R$ 1,7 milhão. “Isso tem dificultado para as prefeituras, pois é uma despesa muito grande para os municípios, compromete seu orçamento”, disse Luciana. “É necessário que os governos federal e estadual reajustem estes valores para que o SAMU continue salvando vidas e o trabalho não pare”, finalizou Luciana.
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