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Oposição rejeita projeto por inconstitucionalidade e propõe Fundo para Prevenção de Desastres

De acordo com os parlamentares da Oposição, PL viola artigo 167 da Constituição ao criar fundo público sem especificar projetos beneficiados.

13h14
por Assessoria Parlamentar
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“A proposta é inconstitucional. Não apresenta quais projetos serão beneficiados pelo fundo, elencando somente os órgãos que receberão o repasse da receita. Além disso, fere o artigo 167, inciso XIV, da Constituição,” afirmou Requião Filho. O deputado Arilson Chiorato (PT), Vice-líder da Oposição, também tinha votado contra a proposta na CCJ. Foto: Eduardo Matysiak

Deputados da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná protocolaram nesta segunda-feira (1º) emenda ao Projeto de Lei (PL) nº 375/2024. A proposta do Poder Executivo, votada em 1ª discussão nesta tarde, institui o Fundo Estadual em Infraestrutura Inteligente (FEIIN). No entanto, foi retirada de pauta para a 2ª votação em sessão extraordinária devido à emenda apresentada pelos parlamentares oposicionistas.

Prevenção de desastres naturais

A emenda da Oposição solicita a alteração do art. 1º do projeto original para incluir a prevenção de desastres naturais ou decorrentes do uso inadequado dos recursos naturais entre as finalidades do FEIIN. O líder da Bancada de Oposição, o deputado estadual Requião Filho, destacou a importância de ampliar o escopo do fundo para abranger ações de prevenção de catástrofes ambientais, além de investimentos em infraestrutura rural, logística e sustentabilidade.

“A criação deste fundo deve atender a uma ampla gama de necessidades do estado, incluindo a crucial prevenção de desastres naturais, que afeta diretamente a vida e o bem-estar dos paranaenses,” afirmou Requião Filho.

Críticas à constitucionalidade da proposta

Durante a discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última terça-feira (25), Requião Filho havia votado contra a proposta, alegando sua inconstitucionalidade. Segundo o deputado, a medida fere o artigo 167, inciso XIV, da Constituição Federal, que proíbe a criação de fundos públicos quando seus objetivos podem ser alcançados através da vinculação de receitas orçamentárias específicas ou pela execução direta de programas orçamentários e financeiros de órgãos ou entidades da administração pública.

“A proposta é inconstitucional. Não apresenta quais projetos serão beneficiados pelo fundo, elencando somente os órgãos que receberão o repasse da receita. Além disso, fere o artigo 167, inciso XIV, da Constituição,” afirmou Requião Filho. O deputado Arilson Chiorato (PT), Vice-líder da Oposição, também tinha votado contra a proposta na CCJ.

O projeto original do Governo do Paraná previa que o fundo fosse abastecido com recursos provenientes de compensações financeiras pela exploração de recursos hídricos, petróleo, gás natural e minerais, incluindo os royalties da exploração de xisto em São Mateus do Sul. Porém, não especificava projetos que serão beneficiados pelo fundo, o que gerou críticas por parte da Oposição.

Infraestrutura e segurança ambienta

A emenda da Bancada de Oposição busca garantir que os recursos do fundo sejam utilizados de maneira transparente e eficaz, priorizando tanto a infraestrutura quanto a segurança ambiental. Com essa breve retirada da proposta, que tramita em regime de urgência, de pauta para reavaliação, espera-se que a inclusão da emenda contemple todas as necessidades do estado.

A 2ª discussão do projeto está prevista para a sessão plenária de terça-feira (2), após a análise e a aprovação da emenda pela Comissão de Constituição e Justiça um uma reunião extraordinária que foi realizada ainda nesta segunda-feira. A Bancada de Oposição defende um fundo que realmente atenda aos interesses da população paranaense, promovendo um desenvolvimento sustentável e a proteção contra desastres naturais.

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