Paraná conquista projeto estratégico de hidrogênio renovável, destaca deputada Maria Victoria (PP)
O projeto, para produzir hidrogênio renovável pelo biogás gerado em estação de tratamento de esgoto, está entre os 5 escolhidos entre 70 propostas apresentadas ao Ministério de Minas e Energia.
O Consórcio Biogas-to-H2 Paraná (B2H2), liderado pela Copel, Sanepar e outras instituições paranaenses, foi selecionado para compor o plano de investimentos do Brasil. O projeto está entre os cinco escolhidos entre 70 propostas apresentadas ao Ministério de Minas e Energia (MME) para acessar recursos dos Fundos de Investimento Climático – Descarbonização da Indústria (CIF-ID).
A deputada estadual Maria Victoria (PP), uma das autoras da lei que institui a política de incentivo ao uso do hidrogênio renovável no Paraná (21.454/2023), destacou o resultado como um marco na consolidação de um ambiente favorável para investimentos e negócios.
Segundo ela, a lei posicionou o Estado na vanguarda da transição energética, abrindo caminho para a aprovação do projeto de um hub de hidrogênio renovável que irá gerar empregos de qualidade, atrair investimentos internacionais, fortalecer a indústria local e impulsionar a descarbonização da nossa matriz energética.
“O hidrogênio renovável representa o futuro da energia limpa e o Paraná é pioneiro nesse processo inovador. Trabalhamos com o Governo do Estado, empresas públicas, universidades e centos de pesquisas para atrair investimento, estimular projetos de hidrogênio renovável e avançar na transição energética em diversos setores da economia”, afirma.
Proposta
A proposta do Consórcio Biogas-to-H2 Paraná (B2H2) prevê a produção de hidrogênio renovável a partir do biogás gerado em uma estação de tratamento de esgoto. Esse hidrogênio de baixa emissão de carbono será destinado a aplicações estratégicas no ecossistema de Curitiba.
O consórcio é liderado pela Copel Geração e Transmissão (Copel GT) e conta também com a participação das empresas Sanepar, Compagas, Peróxidos do Brasil, Gas Futuro e instituições de ensino e pesquisa como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), CIBiogás, Fundação Parque Tecnológico Itaipu-Brasil, Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica e o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação em Hidrogênio (Napi Hidrogênio).
A proposta tem previsão inicial de produzir 100 toneladas de hidrogênio renovável por ano. O potencial de expansão é expressivo, com as 232 estações da Sanepar, a capacidade pode chegar a 7 mil toneladas anuais.
Além da geração de energia limpa, o projeto também prevê captura de CO₂ e a mitigação de até 325 mil toneladas de emissões anuais, com geração de créditos de carbono.
Chamada Pública
A seleção foi promovida pelo Ministério de Minas e Energia, por meio de chamada pública para hubs de hidrogênio de baixa emissão de carbono para descarbonização da indústria, uma das principais ações do Programa Nacional do Hidrogênio. A chamada pública, aberta em outubro de 2024, contou com 70 inscrições vindas de diferentes regiões do país.
Após a avaliação final, foram selecionadas cinco propostas com grande potencial de execução até 2035. Além do Paraná, também foram escolhidas iniciativas da Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Outros Investimentos
Em 2023, a Copel GT promoveu chamada pública para captar projetos de P&D+I envolvendo tecnologias para produção de hidrogênio renovável de biomassa, biocombustíveis e outros resíduos de natureza orgânica. Foram selecionadas três propostas para receber investimentos que somam R$ 7,6 milhões, coordenadas pela UFPR (PR), Apreno (RO) e Senai (PE).
Além do sistema de certificação, como fruto dessa iniciativa pioneira, uma planta piloto de produção de hidrogênio renovável por rota seca (isenta de uso de água no processo) será inaugurada ainda este ano no Centro Politécnico da UFPR. A experiência adquirida neste projeto também vai contribuir com o desenvolvimento da proposta do Hub B2H2 paranaense.
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