Participação da sociedade é fundamental na aplicação do dinheiro público, defende deputado Romanelli (PSD)
O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD), presidente da Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa, disse nesta terça-feira, 19, que a construção do orçamento estadual para 2025 vai compor as demandas e reivindicações propostas pela sociedade civil organizada. “Com o envolvimento da sociedade, estamos construindo um orçamento que reflete demandas e reivindicações setoriais e da população. É um exemplo na construção de um orçamento público verdadeiramente participativo", destacou Romanelli que coordenou a audiência sobre a Lei Orçamentária Anual estimada em R$ 78,7 bilhões para 2025.
Romanelli afirmou que a participação da sociedade é fundamental no debate sobre a aplicação do dinheiro público. "Em 2025, o Paraná terá o maior orçamento da história e um plano de investimentos em obras em todos os municípios do estado", disse.
Ao lado dos secretários estaduais Norberto Ortigara (Fazenda) e Guto Silva (Planejamento), Romanelli enfatizou que os recursos disponíveis no orçamento estadual são 15% maiores que o valor do exercício atual. “Há um incremento muito robusto de um ano para o outro, e é importante destacar os investimentos significativos que estão previstos para o próximo ano”, disse.
Romanelli também pontuou que as deputadas e os deputados e a sociedade podem apresentar emendas e sugestões à peça orçamentária até o próximo dia 25 de novembro para a Comissão de Orçamento. “Vamos analisar todas as sugestões e contemplar as demandas possíveis, sempre com o pensamento de oferecer um orçamento público para melhorar a qualidade de vida da população paranaense”, observou.
Receita bruta
O secretário Ortigara explicou que o Estado prevê uma receita bruta de R$ 105,3 bilhões em 2025, somando recursos de todas as fontes, inclusive das empresas públicas. Segundo ele, após descontadas as transferências constitucionais aos municípios (ICMS e IPVA) e a contribuição do Estado para a formação do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), a máquina pública estadual poderá manejar R$ 78,7 bilhões. “Há um acréscimo de R$ 10 bilhões na LOA de 2025 em relação ao atual exercício”.
O secretário da Fazenda também salientou a capacidade de investimento do Estado com a “poupança” formada a partir da boa gestão dos recursos públicos. Ortigara disse que se houver bons projetos para executar, o governo pode destinar até R$ 8 bilhões a mais para a rubrica de investimento no próximo ano. “Especialmente investimentos em infraestrutura”, ponderou. Ele afirmou ainda que, havendo uma negociação bastante favorável, o Paraná poderia até pagar toda a sua dívida à vista.
Conectado
Para o secretário do Planejamento, Guto Silva, o orçamento estadual está conectado com as demandas da sociedade. “Quanto mais discussão, mais participação, melhor”, disse. Ele pontuou que a economia paranaense está crescendo e com isso o orçamento fica mais robusto. “O Paraná nunca aplicou tantos recursos na relação entre receita líquida e investimento público. Isso significa obras e ações para atender à população”.
Guto Silva falou sobre as inovações do modelo de gestão adotado pelo governo Ratinho Junior. O secretário ressaltou que há uma cesta de indicadores e métricas usadas para calibrar a execução do orçamento, assim como para direcionar os recursos para onde é mais necessário. “É frustrante para qualquer governo quando o dinheiro público não chega na ponta. No Paraná, com este modelo participativo, deixamos de ter uma peça orçamentária de ficção”.
Números
Na audiência, a equipe da secretaria da Fazenda detalhou a proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2025. Uma das variações é na Receita Corrente Líquida (RCL), que sai de R$ 56,3 bilhões, em 2024, para R$ 66,1 bilhões no próximo exercício. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por exemplo, deve crescer R$ 4,4 bilhões – ou 16% sobre a estimativa deste ano.
Em relação às despesas, a equipe do governo apontou o volume de recursos destinados para a rubrica despesas de capital, que sobe de R$ 5,9 bilhões, em 2024, para R$ 8,4 bilhões no próximo ano. O montante destinado unicamente para investimentos terá uma variação de 59,2%, saltando de R$ 3,9 bilhões para R$ 6,3 bilhões. As despesas com pessoal terão acréscimo de R$ 3,3 bilhões.
Notícias Relacionadas
Julho Âmbar traz visibilidade e acolhimento para famílias que sofrem com o luto parental
Lei que instituiu o mês estadual de conscientização sobre o tema foi proposta pelo deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD).
Leia maisSebrae mostra pujança da agricultura familiar do Norte Pioneiro, destaca deputado Romanelli (PSD)
Parlamentar defende que inovação no campo vai além da tecnologia e passa pela certificação e pela agroecologia.
Leia maisSessão Solene na Assembleia Legislativa celebra os 90 anos do IBGE
Deputados reconheceram o papel fundamental da instituição para a história do Brasil e para a construção de políticas públicas.
Leia mais
Assembleia Legislativa celebra os 90 anos do IBGE em Sessão Solene na próxima terça-feira (26)
Homenagem é proposta pelos deputados Luiz Claudio Romanelli (PSD) e Arilson Chiorato (PT).
Leia mais