Pluralidade de temas é marca dos trabalhos apresentados durante o Seminário da Escola do Legislativo
As pesquisas acadêmicas foram apresentadas ao longo da tarde. Trabalhos integrarão o próximo número da Revista do Legislativo Paranaense.
Reforma política, coligações partidárias, papel dos legislativos estaduais, decisões do Superior Tribunal Federal, atuação da mulher na política, composições na Câmara Municipal de Curitiba e participação popular no processo legislativo. Estes foram os temas abordados pelos artigos de estudantes de graduação e pós-graduação apresentados durante o “II Seminário da Escola do Legislativo – Poder Legislativo e Democracia Contemporânea”, realizado nesta quinta-feira (10) e promovido pela Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
O primeiro trabalho apresentado versou sobre “O Parlamento Estadual enquanto ator político: breve análise da relação Executivo–Legislativo na 17ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Paraná”, dos cientistas políticos Diogo Tavares de Miranda e Luiz Fernando Moraes. Durante a apresentação, os autores abordaram as principais características da relação entre esses dois Poderes e a importância da participação da liderança do Governo na condução dos projetos do Executivo.
“Apesar da força do Executivo na apresentação de projetos, podemos considerar que o Poder Legislativo visa discutir e apresentar alternativas na agenda do Poder Executivo. Então não é exatamente como dizem: que o governador manda e os parlamentares obedecem. Há sim uma relativa discussão e apresentação de emendas nos projetos do Governo. Com isso, o Poder Legislativo se mostra como um ator que aponta parte dos caminhos das políticas públicas”, ressaltou Miranda.
Em seguida veio a apresentação do trabalho “As coligações proporcionais e os resultados eleitorais para deputados no Brasil em 2014”, apresentado pelos cientistas políticos Romer Mottinha Santos, Ana Paula Lopes Ferreira e Fabrícia Almeida Vieira. Os autores apresentaram o desempenho das coligações e das chapas ‘puro sangue’ formadas durante as eleições gerais de 2014, além de dados das representações partidárias dos legislativos estaduais do país.
“Os resultados da nossa pesquisa indicam que é mais vantajoso fazer parte de coligações partidárias para os partidos e para os candidatos eleitos. Em 2014, apenas em dois estados, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, os partidos que disputaram as eleições como chapa ‘puro sangue’ conquistaram mais cadeiras que os partidos em coligações proporcionais. Portanto, é importante observar essas regras do jogo enquanto a legislação eleitoral não apresentar alterações consistentes”, apontou Santos.
Indústria – O trabalho “Expectativa e Resultados da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em relação ao processo legislativo da Assembleia Legislativa do Paraná”, do doutorando em Ciência Política José Augusto Hartmann, foi o terceiro a ser apresentado durante o seminário. Hartmann mostrou números da agenda legislativa da indústria. De acordo com os dados apresentados, cerca de 30% dos projetos de lei sugeridos pela indústria foram aprovados pelo Poder Legislativo do Paraná no período pesquisado.
“Esse desempenho parece baixo, mas se comparado às demandas de outros setores, trata-se de um número importante. Por exemplo, agricultura teve um índice de aprovação de 25%. Projetos sobre assuntos relacionados a bancos chegaram a um índice de aprovação de 24%. Educação teve 23% de índice. Podemos ver então que a Fiep acompanha os trabalhos da Alep por meio de seu Departamento Legislativo e que não se pode negar a importância que esses grupos organizados em geral dão ao Poder Legislativo”, afirmou Hartmann.
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