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Profissionais de relações institucionais compartilham experiências e desafios da carreira com estudantes da UFPR

Mesa-redonda reuniu especialistas para apresentar a atuação no diálogo entre entidades, empresas e agentes públicos.

14h54
por Sarah Pedon
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Encontro ocorreu na manhã desta quarta-feira (3), no Auditório Legislativo. Foto: Antônio More/Alep

A Assembleia Legislativa do Paraná, por meio da Escola do Legislativo, promoveu, nesta quarta-feira (3), o segundo encontro do Ciclo de Palestras sobre Relações Institucionais do Parlamento Estadual, voltado aos estudantes de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Realizada no auditório da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a atividade deu continuidade à programação iniciada em 27 de maio, quando os participantes conheceram a estrutura e o funcionamento do Poder Legislativo estadual.

Neste segundo dia, o tema central foi Relações Governamentais e Advocacy, reunindo profissionais que atuam diretamente na interlocução entre organizações e o poder público. Participaram da mesa-redonda Helena Arriola Sperandio, gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Faciap; Daniely Andressa da Silva, coordenadora de Relações Institucionais da Ocepar; Luís Felipe Martins, da Compagás; e Jeulliano Pedroso, diretor da Escola do Legislativo.

Além de apresentarem conceitos relacionados à representação de interesses, advocacy e relações governamentais, os convidados compartilharam suas trajetórias profissionais, explicando os caminhos percorridos até chegarem às atuais funções. Os estudantes também puderam tirar dúvidas sobre o mercado de trabalho, os desafios da profissão, as competências exigidas para atuar na área e até sobre aspectos da vida pessoal impactados pela escolha da carreira.

No início do encontro, o diretor da Escola do Legislativo, Jeulliano Pedroso, explicou que o objetivo da atividade foi aproximar os estudantes da realidade das relações institucionais.

“O objetivo é trazer elementos práticos das relações que se estabelecem entre as organizações e empresas e o Legislativo. No encontro passado, conversamos com os estudantes sobre o funcionamento da Casa, as diversas modalidades de atuação, as comissões e a tramitação dos projetos, para que eles entendam melhor o funcionamento do Legislativo. O enfoque agora é a atuação e a relação desses profissionais”, destacou.

Segundo Pedroso, a mesa-redonda permitiria que os acadêmicos entendessem como ocorre a defesa legítima de interesses junto aos poderes públicos.

“Eles terão a oportunidade de conversar com profissionais que atuam diretamente nessa área, inclusive para compreender o que é, de fato, advocacy. Trata-se da defesa de interesses de forma absolutamente legítima. É o que sindicatos, federações e empresas fazem quando percebem que uma norma ou uma lei pode afetar suas atividades. Eles apresentam esses impactos aos legisladores e ao Executivo e buscam contribuir para a construção de soluções”, explicou.

Para Daniely Andressa da Silva, da Ocepar, a aproximação entre profissionais da área e estudantes é fundamental para desmistificar a atuação das relações institucionais e governamentais.

“É importante essa ação junto à Escola do Legislativo justamente porque conseguimos levar aos alunos, a quem está estudando, um olhar muito prático sobre o que acontece aqui. Como atuamos na área de representação de interesses e no diálogo com atores políticos, é importante esclarecer como funciona esse processo. Estamos falando da Casa do Povo, onde se discutem os mais diversos assuntos e onde as pessoas devem participar, defender seus interesses, apresentar suas pautas e contribuir para a construção de boas políticas”, afirmou.

A gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Faciap, Helena Sperandio, ressaltou a importância de apresentar aos estudantes a realidade da profissão para além da formação acadêmica.

“É muito importante mostrar ao aluno, ao acadêmico, a parte prática da profissão de relações institucionais e governamentais. Aprendemos muito na academia, mas, na prática, tudo muda bastante. Queremos explicar como é representar uma entidade, uma classe, quais são os debates e as construções que levamos ao poder público para participar da formulação de políticas públicas”, disse.

Helena também destacou que, embora o conhecimento técnico seja indispensável, as habilidades de relacionamento são determinantes para o exercício da atividade.

“O diálogo é muito importante. Precisamos ter conhecimento técnico sobre o funcionamento dos poderes Executivo e Legislativo e sobre o processo legislativo, mas a habilidade de conversar, de se relacionar e de dialogar é um fator essencial”, completou.

 

CICLO DE PALESTRAS – “RELAÇÕES INSTITUCIONAIS DO PARLAMENTO ESTADUAL”

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