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Projeto de lei propõe divulgação de informações sobre desaparecidos em eventos públicos no Paraná

Deputado Tito Barichello (União).
Deputado Tito Barichello (União). Créditos: Valdir Amaral/Alep

Começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Paraná o Projeto de Lei Ordinária nº 78/2026, de autoria do deputado estadual Tito Barichello (União), que propõe o uso de espaços de eventos financiados com recursos públicos estaduais para ampliar a divulgação de informações sobre pessoas desaparecidas no Estado. A medida busca utilizar a informação como ferramenta de apoio às buscas e de mobilização da sociedade.

A proposta prevê que telões, painéis eletrônicos e outros meios audiovisuais já existentes sejam utilizados para exibir dados de pessoas desaparecidas durante intervalos de eventos, sem geração de novos custos à administração pública.

O texto estabelece que poderão ser divulgados foto, identificação, data do desaparecimento e canal oficial de contato, sempre com autorização da família e observância à dignidade da pessoa e à proteção de dados.

Segundo o deputado Tito Barichello, a iniciativa amplia o alcance das informações e contribui para envolver a população. Ele afirma que a circulação desses dados em locais de grande público pode auxiliar na obtenção de pistas e no fortalecimento das ações de busca.

Casos recentes também têm mobilizado a sociedade. Um deles envolve uma criança de Piraquara que publicou nas redes sociais um apelo pelo pai, Wellington Galvão de Freitas, de 30 anos, desaparecido desde setembro de 2024. Nos vídeos, o menino relata a saudade do pai, o que gerou repercussão e pedidos de apoio às buscas.

Dados

O Paraná ocupa o quarto lugar no ranking nacional de pessoas desaparecidas. Em 2025, foram registrados 6.455 casos no estado, média de 18 por dia, número 8,1% maior que no ano anterior. Do total, 36% envolveram crianças e adolescentes, com maior concentração em janeiro. No país, 28% dos registros atingem menores de 18 anos. O autor do projeto afirma que a proposta complementa políticas já existentes, como o “Não Espere 24 Horas” e o Alerta Amber, e segue em análise nas comissões da Assembleia Legislativa.

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