Projeto prevê a criação de um banco de dados de pessoas condenadas por maus-tratos a animais no Paraná
Proposta foi apresentada na Casa pelo deputado Marcelo Rangel (PSD).
O Paraná pode dar um passo inédito no combate aos maus-tratos contra animais. O deputado estadual Marcelo Rangel (PSD), vice-líder do governador Ratinho Júnior na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), apresentou um Projeto de Lei que propõe a criação de um banco de dados público de pessoas condenadas ou responsabilizadas por crueldade contra animais, além de prever punições mais severas para casos considerados agravados.
A proposta altera a Lei nº 14.037/2003, que institui o Código Estadual de Proteção aos Animais, e tem como objetivo promover a transparência, prevenir a reincidência de crimes, impedindo que agressores continuem maltratando animais sem que haja punição.
De acordo com Rangel, o banco de dados será público e administrativo, com disponibilização em meio eletrônico, reunindo informações de pessoas condenadas judicialmente com trânsito em julgado ou responsabilizadas em processo administrativo definitivo por maus-tratos.
A divulgação seguirá os critérios da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), com definição de prazos de permanência, mecanismos de atualização e exclusão das informações.
A iniciativa também prevê a majoração das multas e sanções administrativas quando houver crueldade agravada, caracterizada por violência extrema, sofrimento intenso ou prolongado, lesão grave ou morte do animal. “Esse projeto cria um instrumento de transparência e prevenção, para que quem maltrata animais seja identificado e responsabilizado. Nosso objetivo é proteger os animais, evitar a reincidência e fortalecer políticas públicas de bem-estar animal no Paraná, com rigor, justiça e respeito à lei", afirma o deputado.
Marcelo Rangel explica que o banco de dados será uma ferramenta importante para abrigos, ONGs, protetores independentes e famílias, permitindo verificar o histórico de pessoas antes da adoção ou guarda de animais. Dessa forma, antes de confiar um animal a alguém, será possível verificar se essa pessoa já tem histórico de crueldade ou maus tratos. “Trata-se de um mecanismo preventivo e educativo, inspirado nas melhores práticas internacionais”, destaca.
A proposta se inspira na chamada “Dexter’s Law”, aprovada no estado da Flórida, nos Estados Unidos, que criou um cadastro público de condenados por maus-tratos e endureceu as punições para casos de crueldade extrema. Segundo Rangel, o projeto adapta essa experiência à realidade jurídica do Paraná, garantindo segurança jurídica, proporcionalidade e transparência.
O projeto segue agora para análise nas comissões permanentes da Assembleia Legislativa antes de ser votado em plenário. Caso aprovado, o Poder Executivo terá prazo de 90 dias para regulamentar a lei.
Notícias Relacionadas
Assembleia aprova projeto que reconhece as Tortas de Carambeí como Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná
A proposta, assinada pelo deputado Marcelo Rangel (PSD), tem como objetivo preservar e valorizar um dos mais importantes símbolos da cultura e da gastronomia paranaense.
Leia maisProjeto propõe coleiras refletivas para cães abandonados como medida de segurança viária no Paraná
"Uma coleira refletiva pode parecer um detalhe, mas pode salvar vidas", diz deputado Marcelo Rangel (PSD), autor da proposta.
Leia mais
Proposta apresentada na Alep prevê novo protocolo de anestesia para proteger animais em castrações no Paraná
Proposta apresentada pelos deputados Marcelo Rangel (PSD) e Mabel Canto (PP) estabelece critérios técnicos mínimos para castrações realizadas com recursos públicos.
Leia maisAssembleia entrega título de Cidadão Benemérito do Paraná ao empresário João Alves Anselmo na próxima quarta-feira (17)
Sessão Solene, proposta pelo deputado Marcelo Rangel (PSD), acontece a partir das 18 horas, no Plenário do Legislativo.
Leia mais