Projeto que institui o selo estadual "Sem Glúten" é aprovado em segunda votação
A doença celíaca é causada pela intolerância ao glúten, proteína que pode ser encontrado no trigo, aveia, cevada, centeio e malte de cereais.
Foi aprovado em segunda votação, na sessão plenária desta quarta-feira (6), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o projeto de lei nº 409/2015, da deputada Claudia Pereira (PSC), que institui no estado o selo “Sem Glúten” para produtos fabricados ou comercializados que não contenham glúten em sua composição. A proposta, que atinge inclusive os estabelecimentos que comercializem refeições ou lanches para pronto consumo, sem esta proteína, recebeu 41 votos favoráveis e nenhum voto contrário, e agora volta ao Plenário para ser apreciado em terceira discussão e redação final.
De acordo com o projeto de lei, a emissão do selo deverá ser requerida pelo estabelecimento interessado e constará em certificado emitido pelo Poder Executivo estadual, com validade de um ano, podendo ser reproduzido nas embalagens e produtos da empresa certificada. A proposta prevê que o selo seja padronizado, com destaque para a afirmação “Sem Glúten” e a data de vencimento do certificado, cuja emissão ficará condicionada à inspeção e análise dos produtos produzidos ou comercializados, mediante prévio laudo que ateste a condição afirmada e exigida no texto da lei.
Doença celíaca – O glúten é encontrado no trigo, aveia, cevada, centeio e malte de cereais, e pode causar reações graves em indivíduos que apresentem intolerância à proteína, como hemorragias, perda de peso, vômitos, anemias e diarreia crônica. Trata-se da doença celíaca, cujo tratamento exige que se exclua absoluta e permanentemente da alimentação tudo o que possa conter glúten, ainda que minimamente. “Diante de todo esse cenário, a instituição de um selo estadual que ateste a qualidade do produto quanto à ausência de glúten é uma medida simples que pode melhor orientar o consumidor acometido por esse grave problema, que se apresenta cada vez mais presente em nosso cotidiano”, justifica a deputada.
Títulos – Ainda na sessão plenária desta quarta-feira, foram aprovados em primeira discussão os projetos de lei nº 820/2015, apresentado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, que concede o título de utilidade pública à Associação Sertaneja dos Agricultores Familiares de Cerro Azul; e o de nº 60/2016, do deputado Ademar Traiano (PSDB), que concede o título de utilidade pública ao Instituto Opet, de Curitiba.
Calendário oficial – Também em primeira discussão, foi aprovado projeto de lei nº 401/2015, do deputado Guto Silva (PSD), que insere no calendário oficial de eventos no estado do Paraná o Natal de Pato Branco, realizado anualmente no mês de novembro, no município de Pato Branco.
Notícias Relacionadas
Projeto "Escola sem Partido" recebe parecer favorável na Comissão de Ciência e Ensino Superior
A proposta, que agora deve ser votada em Plenário, defende princípios da neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado, e o pluralismo de ideias no âmbito acadêmico.
Leia mais
Empresários terão prazo maior para aderir ao Refis e vão pagar menos honorários
As medidas foram propostas pelo deputado Tiago Amaral (PSB), que apresentou emendas ao projeto de lei encaminhado para debate na Assembleia.
Leia mais
Hussein Bakri homenageia PMs que salvaram seis pessoas de afogamento em Matinhos
Leia mais
Projeto que institui a Semana de Conscientização sobre a Esquizofrenia é aprovado em Plenário
O objetivo da proposta, de autoria da deputada Maria Victoria (PP), é apoiar a realização de atividades relacionadas à conscientização sobre a doença.
Leia mais