Psicóloga fala sobre o Programa de Atenção ao Autismo lançado pelo Governo do Estado
Amanda Bueno destacou as alterações na política estadual de proteção às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) aprovadas na Assembleia
Por proposição do deputado Péricles de Mello (PT), a tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) recebeu, no início da sessão plenária desta segunda-feira (2), a psicóloga Amanda Bueno para falar sobre o Programa de Atenção ao Autismo, lançado pelo Governo do Estado na semana passada. Coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde o programa prevê a capacitação internacional dos profissionais da Rede Pública do Paraná, de pais e cuidadores, cadastro da pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e a realização do censo.
Durante sua apresentação, Amanda ressaltou o pioneirismo da Assembleia ao aprovar as alterações na lei 17.555/2013, que trata das diretrizes para a política estadual de proteção dos direitos da pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e o Programa de Atenção ao Autismo do governo estadual. “Com a legislação aprovada por unanimidade pelos deputados e o programa, que inclui o tratamento e a prevenção do transtorno na rede de saúde pública, o Paraná poderá servir como referência para outros estados e dar voz e independência aos portadores”, declarou Amanda.
O projeto de lei nº 712/2017, do deputado Péricles de Mello (PT), alterando a Lei, foi aprovado na semana passada, juntamente com outra proposta sobre o mesmo tema, o projeto de lei nº 687/2017, também de Péricles em parceria com os deputados Marcio Pacheco (PPL), e Maria Victoria (PP), que prevê a realização de um censo a cada quatro meses para que as pessoas com autismo no estado posam ser identificadas e, consequentemente, tratadas.
Vitória - A lei estadual de TEA, na opinião de Amanda Bueno, representa uma grande vitória para uma população vulnerável, que enfrenta dificuldades no acesso à terapia. “Quando os profissionais recebem treinamento para usarem técnicas eficazes, o tratamento dará resultado. Eles serão ensinados a coletar dados sobre as metas que vão ser criadas para crianças, adolescentes e adultos autistas. Com essa análise de dados, será possível enxergar o progresso desses indivíduos rumo à independência”, comemora Amanda.
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