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Filas de espera e mortalidade materno-infantil recuam na Saúde do Paraná, avalia deputada Secretária Márcia Huçulak (PSD)

Parlamentar, que é líder do Bloco da Saúde, analisa prestação de contas (RDQA) da Sesa.

09h02
por Assessoria Parlamentar
3 min de leitura
Deputada Secretária Márcia Huçulak (PSD). Foto: Valdir Amaral/Alep

Recursos financeiros acima do estabelecido por lei e aplicados em todos os municípios, redução da mortalidade materna e infantil, redução das filas para consultas especializadas e cirurgias eletivas. Esses foram alguns dos principais avanços da Saúde do Paraná destacados pela deputada Secretária Márcia Huçulak (PSD) durante a audiência pública que tratou, nesta terça-feira (30/06), do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA), prestação de contas feita pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) referente aos meses de janeiro a abril deste ano.

"Muitas vezes, vemos os números e esquecemos todos os esforços para chegar até eles", disse Márcia. "Por isso, quero parabenizar o secretário Cesar Neves, o ex-secretário Beto Preto e a equipe da Sesa pelos resultados. O governador Ratinho Jr. está deixando um legado na estruturação de vários serviços de saúde e na regionalização em todo o Paraná. Tenho grande satisfação em participar de avanços tão significativos", completou.

Márcia lembrou que, apenas na última semana, foram destinados R$ 202 milhões para custeio de saúde em todos os municípios paranaenses. No geral, o governo aplicou no quadrimestre 15,1% da Receita Líquida de Impostos em Saúde, 3,1 pontos percentuais acima do mínimo estabelecido em lei – ou seja, foram empenhados R$ 2,9 bilhões.

Os recursos estão distribuídos por dezenas de programas e ações de saúde, que vêm trazendo resultados consistentes para a população. Márcia destaca a redução da mortalidade materno-infantil.

A Razão de Mortalidade Materna, que era de 58 mortes de mães a cada 100 mil bebês nascidos vivos em 2024, baixou para 46,1 em 2025 e chegou aos atuais 44,8. Já a Taxa de Mortalidade Infantil, que era de 11 a cada mil nascidos vivos em 2024, caiu para 10,7 em 2025 e está em 9,9.

"É uma curva descendente", destaca Márcia, que é líder do Bloco da Saúde e vice-presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Paraná. "Dá pra dizer com segurança que é uma das mais baixas do Brasil, se não for a mais baixa."

A redução da mortalidade resulta de toda uma rede de assistência que assegura acompanhamento e atendimento de qualidade no sistema de saúde para milhares de mulheres grávidas e bebês nascidos no Paraná.

Já a fila para cirurgias eletivas (aqueles procedimentos que podem ser programados) caiu 44% no período – a meta era uma redução de 26%.

De acordo com a deputada, que é ex-secretária de Saúde de Curitiba, o desempenho é significativo, já que se trata de um processo complexo e desafiador. Um mesmo cidadão ou cidadã, cita ela, pode estar cadastrado em mais de uma das filas e muitas vezes demanda diferentes procedimentos que precisam ser alinhados.

A fila para consultas e exames especializados, por sua vez, foi reduzida em 32%, enquanto a meta era de 30%. De acordo com Márcia, esse foi outro resultado significativo, principalmente porque há um grande volume de pacientes que não comparecem às consultas marcadas, tampouco comunicam previamente a ausência. Isso prejudica a eficiência do sistema, aumenta os custos e atrasa o atendimento dos demais – enquanto a consulta fica vazia, há inúmeros pacientes (marcados para outros dias) aguardando.

Segundo Márcia, o absenteísmo chega a 35% das consultas marcadas no SUS. "Precisamos fazer um diálogo com a sociedade para diminuir essas faltas", diz a líder do Bloco da Saúde.

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