Doações de sangue não atingiram o mesmo patamar de antes da pandemia Números ainda estão cerca de 30% menores se comparados a 2019, diz diretora do Hemepar.

24/08/2022 10h33 | por Thiago Alonso
A diretora do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), Liana Andrade Labres de Souza, é a convidada do Assembleia Entrevista desta quinta-feira (25).

A diretora do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), Liana Andrade Labres de Souza, é a convidada do Assembleia Entrevista desta quinta-feira (25).Créditos: Orlando Kissner/Alep

A diretora do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), Liana Andrade Labres de Souza, é a convidada do Assembleia Entrevista desta quinta-feira (25).

Mesmo com aumento no número de doadores de sangue, a oferta ainda não atingiu o mesmo patamar de antes da pandemia. A informação é da diretora do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), Liana Andrade Labres de Souza, que participou do programa Assembleia Entrevista, da TV Assembleia. O programa vai ao ar nesta quinta-feira (25), às 11 horas.

“No inicio da pandemia, houve a busca da população para doar. Quando há uma calamidade, a população quer doar, é uma característica do brasileiro. Depois, as doações caíram em cerca de 60%. Ainda bem que tivemos um superávit um pouco antes. Com o passar do tempo, a população se sentiu segura a comparecer ao banco de sangue vendo todos os cuidados. Então, entre parte de 2020 e de 2021, a queda ficou em torno de 30% e estamos assim até hoje”, explicou.

A diretora do Hemepar frisou ainda que os bancos de sangue precisam de doações constantes. “É muito importante a manutenção diária das doações. Pelos nossos cálculos, são necessárias 130 bolsas por dia no Hemepar de Curitiba. Já na Hemorrede estadual precisamos de 1100 bolsas por dia”, contou.  

O baixo número de doadores, no entanto, não prejudicou tratamentos de pessoas que necessitam de transfusões periódicas. “Mesmo com a queda, não houve interrupção dos tratamentos. Com as pessoas em casa por causa da pandemia, tivemos menos acidentes. Também ocorreu a interrupção de cirurgias e tratamentos eletivos. A demanda hospitalar quase que zerou nesse início de pandemia”, revelou Liana.

Além da pandemia, outro fator que explica a queda é a época do ano. Todo inverno o problema se repete: as doações diminuem nos bancos de doação do Paraná.  “Quando chegamos ao inverno, as doenças respiratórias aumentam e há uma queda natural das doações. Além disso, estamos saindo do período mais crítico da pandemia, então o sistema imunológico das pessoas 'esqueceu' os vírus causadores das doenças respiratórias. Por outro lado, as pessoas estão saindo, bebendo, dirigindo, acidentes estão ocorrendo. Assim, o número de pessoas quem precisam de sangue aumentou. Tudo isso influencia”, disse.

Outros assuntos também fizeram parte do bate-papo. Liana de Souza falou ainda sobre a importância do sangue para o corpo e explicou como é feito a separação de seus elementos e como eles são usados nos pacientes. Ela também reforçou que as doações de sangue são seguras e salvam vidas. “O sangue de um doador pode salvar a vida de até quatro pessoas”, disse. Para saber como doar, assista nesta quinta-feira (25), às 11 horas, o programa Assembleia Entrevista.  A entrevista completa pode ser conferida na programação da TV Assembleia.

 

 

 

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