Frente Parlamentar defende massificar exames rápidos para detectar Covid-19 A reunião do colegiado acontece a partir das 9 horas nesta quinta-feira (10) com transmissão ao vivo pela TV Assembleia, site e redes sociais do Legislativo.

09/06/2021 08h55 | por Diretoria de Comunicação com assessoria parlamentar
Deputados que integram a Frente Parlamentar do Coronavírus se reúnem nesta quinta-feira (10).

Deputados que integram a Frente Parlamentar do Coronavírus se reúnem nesta quinta-feira (10).Créditos: Arte: Vinícius Leme/Alep

Deputados que integram a Frente Parlamentar do Coronavírus se reúnem nesta quinta-feira (10).

O deputado Michele Caputo (PSDB), coordenador da Frente Parlamentar sobre o Coronavírus, disse que o colegiado fará mais uma reunião nesta quinta-feira (10) para debater a necessidade de massificar os exames por antígenos para detectar o vírus da Covid-19. A reunião acontece a partir das 9 horas com transmissão ao vivo pela TV Assembleia, site e redes sociais do Legislativo.

"Temos o Instituto de Biologia Molecular do Paraná, ligado à FioCruz, e que recebeu da Anvisa o registro para fazer o teste rápido para Covid. O teste portátil detecta o antígeno do vírus, por meio da coleta de amostra de secreção respiratória (nasofaringe) e apresenta o resultado em aproximadamente 15 minutos", disse.
"Nós precisamos fazer mais, fazer mais do mesmo não está dando certo. Nós temos a mais alta taxa de contágio do Brasil, temos mais de mil pessoas em filas de UTI, taxa de ocupação hospitalar batendo na média em 96%. Problemas de toda ordem, equipes médicas e de enfermagem cansadíssimas e estamos perdendo vidas", completou.

Michele Caputo defendeu o que chamou a intervenção no processo de contágio. "O resultado pelo antígeno é uma das formas de trabalhar as pessoas que circulam, a população economicamente ativa, que usa transporte público, que não fica em casa através de home-office".

Sequelas - A Frente Parlamentar vai debater ainda o tratamento dos sequelados da Covid-19. "Quem consegue sair da UTI vivo, convive meses e talvez a vida inteira com sequelas e muitas delas gravíssimas, de ordem neurológica, cardíaca, hepática, renal, das mais variadas", disse.

O deputado afirmou que já tem gestores trabalhando sobre as sequelas pós-covid porque o problema não é só quando a pessoa está internada no hospital ou unidade de saúde. "Temos que ter programas, ações organizadas, ter a capacidade de monitorar, intervir nos sequelados da Covid. Às vezes é uma sequela um pouco mais simples que vai desde a perda do paladar por algum tempo, mas tem casos de extrema gravidade, tem pessoas que vem inclusive vem a óbito 30, 40, 60 dias depois por conta dessas sequelas".

Michele Caputo ainda lamentou que em junho o país pode chegar a 500 mil óbitos. "Lamentamos que o presidente da República que já negou, minimizou, que foi incompetente na aquisição de vacinas, que através dos seus atos, ações e palavras tem rotineiramente servido de mau exemplo para o nosso povo", disse.

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