Seminário em Londrina aborda violência contra a criança e destaca a prevenção como melhor saída Projeto Paraná Consciente foi lançado oficialmente durente o 1º Seminário Interativo realizado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência (Criai), da Assembleia Legislativa do Paraná.

07/11/2019 16h31 | por Diretoria de Comunicação com assessoria parlamentar
Projeto Paraná Consciente foi lançado oficialmente durente o 1º Seminário Interativo realizado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência (Criai), da Assembleia Legislativa do Paraná.

Projeto Paraná Consciente foi lançado oficialmente durente o 1º Seminário Interativo realizado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência (Criai), da Assembleia Legislativa do Paraná.Créditos: Jesu Campos

Projeto Paraná Consciente foi lançado oficialmente durente o 1º Seminário Interativo realizado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência (Criai), da Assembleia Legislativa do Paraná.

O projeto Paraná Consciente foi lançado oficialmente nesta quinta-feira (7), durante o 1º Seminário Interativo, realizado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência (Criai), da Assembleia Legislativa do Paraná, presidida pelo deputado estadual Cobra Repórter (PSD), que tem como objetivo prevenir a violência contra a criança e a pessoa idosa.

O evento reuniu cerca de 300 pessoas e dezenas de autoridades que interagiram com os palestrantes e nas redes sociais com sugestões, levantamento de polêmicas e sugestões e, especialmente, para discutir formas de atuação na prevenção.

O presidente da Criai, deputado Cobra Repórter, destacou que, nos últimos meses, ocorreram 11 mortes em Londrina e região. “Isso fez com que organizássemos este primeiro evento aqui, unindo todas as forças: o Legislativo, o Executivo e o Judiciário para trabalharmos na prevenção, para que crimes, que na maior parte das vezes acontece dentro de casa, não mais aconteçam. Qualquer forma de violência contra a criança é inaceitável e a prevenção é a principal forma de combater”, afirmou.

A delegada do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes de Londrina (Nucria), Lívia Pini, ressaltou que, de 2015 para cá quando a delegacia foi implantada em Londrina, os crimes contra crianças e adolescentes dobraram. Em 2015, eram 200. Em 2018, chegaram a 400, sendo 60% deles de natureza sexual. “Muitos casos sequer chegam ao conhecimento das autoridades. O número de abusos sexuais é 30 vezes mais comum do que sugerem os registros oficiais. No Brasil, a cada hora, quatro meninas de até 13 anos são estupradas”, afirmou a delegada.

Um dos modos de prevenção apresentados é a cartilha “O caminho da Proteção”, que foi lançada pelo Nucria durante o evento. Elas serão distribuídas nas escolas municipais de Londrina para crianças de 4 a 10 anos após a capacitação dos professores.

A promotora Susana Lacerda, da 29ª Promotoria de Justiça de Londrina, cumprimentou o deputado Cobra Repórter pela iniciativa e coragem de trazer o evento para Londrina. Ela afirmou que é preciso mudar as atitudes. “Uma das questões é a falta de credibilidade quando a criança ou o adolescente relata alguma situação de abuso. Outro problema é a falta de qualidade na coleta de provas, quando não se consegue fazer esta coleta adequada”, afirmou.

O docente da UEL e médico pediatra e hebiatra, Renato Mikio Moriya, relatou que a cada 10 casos, apenas um é percebido, notificado e a criança é protegida. Também reforçou os relatos anteriores de que, 80% dos abusadores de crianças são membros da família e mais: existe um complô pelo silêncio. “Só chegam aos médicos os casos graves. Há todo um relato sobre a identificação da violência contra a criança: marcas físicas, psicológicas, distúrbios de sono, apetite, agressividade, comportamento antissocial, são alguns exemplos”, relatou.

Já a doutora Tarcila Santos Teixeira, da Promotoria de Ações Penais de Curitiba, que veio a Londrina especialmente para o evento promovido pela Criai, fez uma contextualização histórica sobre a violência contra a criança. “Sequer conhecemos o problema, como vamos combater? Estamos nos tornando especialistas em tratar o fato depois de ocorrido, precisamos atuar na prevenção”, enfatizou.

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