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Governador de Goiás, Marconi Perillo, participa do Parlamento Universitário no Plenário da Alep

10/11/2017 às 16h25 > atualizado em 16/11/2017 às 11h25
Governador de Goiás, Marconi Perillo, é sabatinado pelos deputados do Parlamento Universitário. / Foto: Pedro de Oliveira/Alep

Governador de Goiás, Marconi Perillo, é sabatinado pelos deputados do Parlamento Universitário. / Foto: Pedro de Oliveira/Alep

Os estudantes do Parlamento Universitário, projeto da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) coordenado pela Escola do Legislativo, participaram na tarde desta sexta-feira (10) de uma sabatina ao govenador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). O político, que está no quarto mandato à frente do Executivo daquele estado do Centro-Oeste, respondeu questionamentos sobre educação, judicialização da saúde, presença e participação das mulheres na política, reforma política e gestão prisional.

As perguntas foram feitas pelos universitários antes da retomada da sessão plenária que havia começado ainda pelo período da manhã e seguiu até o fim da tarde. O presidente da Mesa Executiva da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), saudou o correligionário e elogiou o projeto que mobilizou oito instituições paranaenses de ensino superior na simulação fiel dos trabalhos de deputados estaduais, do dia 30 de outubro até esta sexta-feira.

Traiano elogiou a condução e os resultados do Parlamento Universitário, especialmente o nível demonstrado pelos estudantes na sabatina a Marconi Perillo. “Hoje ficou claramente demonstrada a capacidade dos nossos jovens através das perguntas formuladas. Ao sabatinarem um líder político do nível de Perillo, ficou evidente também a coragem dos nossos jovens. Temos diante de nós uma geração promissora e muito talentosa”, afirmou.

O governador Marconi Perillo se disse impressionado com a ideia do Parlamento Universitário, afirmando que levará à Assembleia Legislativa de seu estado a sugestão para a adoção de projeto igual. Ele também elogiou o nível das perguntas que lhe foram feitas pelos universitários. “Demonstraram conhecimento, preocupação com temas muito importantes para a nossa vida e principalmente para as mudanças que o Brasil precisa. Precisamos justamente de protagonistas, de gente que se atire na vida política para que se mudem as coisas para melhor, com participação. O presidente Traiano acertou em cheio com esta iniciativa”, destacou.

Sabatina – Marconi Perillo foi indagado sobre temas de interesse público, com questões pertinentes à gestão pública. Os estudantes queriam saber sobre as soluções de Goiás para problemas comuns a todos os estados da federação e conhecer a visão do governador sobre o sistema politico brasileiro.

O primeiro a perguntar foi Gabriel Marcondes, da Uninter, sobre a área de Educação. Ele indagou Perillo sobre o resultado alcançado por Goiás no Índice de Desenvolvimento Educacional Brasileiro (IDEB), que colocou o estado em segundo lugar no país. Perillo explicou que promoveu a uniformização curricular, o ensino integral, investiu em 36 escolas militares e implantou as tutorias pedagógicas, além de priorizar políticas para as carreiras dos professores.

Lucas Vida, da Unicuritiba, perguntou sobre a judicialização da saúde, quando o governo se vê obrigado a comprar medicamentos a pacientes por força de decisão liminar da Justiça. O governador demonstrou contrariedade à atitude que, de acordo com ele, acarreta enormes dificuldades à administração. “Muitas vezes são indicados laboratórios, sem que se façam as devidas concorrências, com preços mais baixos”, explicou.

Já Débora Castro, da Unibrasil, quis saber a opinião de Perillo sobre a participação e presença de mulheres na politica, especialmente nas executivas dos partidos. “Infelizmente os espaços das mulheres ainda não são ocupados de forma justa, principalmente na política”, disse. Carlos Sviontek, da UFPR, perguntou sobre a ‘onda liberal’ e as posições de Perillo em relação às privatizações. Perillo disse acreditar em um Estado que preste serviços com eficiência, mas criticou o uso político de empresas estatais. “Muitas vezes as empresas foram usadas para acomodar apaniguados políticos. Por isso a Petrobras e a Eletrobrás chegaram onde chegaram”. Ele foi enfático também ao defender que não se deve empregar recursos públicos em estruturas que operam politicamente.

Maiane Bittencourt, da Uninter, perguntou sobre reforma política e a posição de Perillo sobre o voto distrital misto e lista fechada. O governador se disse simpático ao distrital misto por entender que ele prevê a representação das minorias, que poderiam ser prejudicadas com o voto distrital amplo. A governadora eleita pelo Parlamento Universitário para representar o Poder Executivo no projeto, Ana Goes, foi a última a questionar. Quis conhecer a posição do governador goiano sobre a gestão do sistema prisional e a segurança pública no Brasil. De acordo com Perillo, as penitenciárias e o modelo de ressocialização de presos devem ser amplamente revistos em todo país. Ele defendeu o emprego de parte subutilizada das Forças Armadas no combate à criminalidade, sobretudo nas fronteiras, em parcerias com os estados. “O medo no Brasil está diretamente relacionado às drogas. 95% dos crimes no Brasil estão relacionados a elas. É preciso uma ação efetiva de inteligência, tecnológica, para enfrentar este problema”, afirmou.

Visita de cortesia – Antes da entrevista com os estudantes do Parlamento Universitário, Marconi Perillo foi recebido pelo deputado Ademar Traiano, na Presidência da Alep. Estava acompanhado pelo prefeito de Trindade e ex-deputado estadual Jânio Darrot; pelo secretário de Articulação Política de seu governo, Sergio Cardoso; e pelo assessor de Comunicação João Bosco, e recebeu do anfitrião um almanaque contendo dados e informações sobre o Paraná.

Indagado por jornalistas sobre sua visita, o governador disse que “é sempre um grande prazer visitar o Paraná, este estado moderno e desenvolvido que serve de modelo para de Goiás”. Ele adiantou que estaria depois com o governador Beto Richa (PSDB) e que sua conversa do Traiano seria sobre “questões importantes para o Brasil”. Admitiu ainda que temas mais estritamente partidários entrariam na pauta de sua passagem pelo Paraná.