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Presidente e governadora do Parlamento Universitário fazem balanço positivo da experiência

10/11/2017 15:26 12/11/2019 01:21 Por Sandra C. Pacheco
Escolhidos pelos colegas para representar os importantes papéis de chefes do Poder Executivo e do Poder Legislativo no Parlamento Universitário – projeto de ensino, pesquisa e formação política centrado na simulação das atividades parlamentares e oferecido pela Escola do Legislativo da Assembleia do Paraná – Ana Carolina Machado Goes e Otávio Augusto Alves de Freitas avaliam a experiência como exaustiva, porém altamente enriquecedora. Ambos têm 21 anos de idade e são alunos do 8º período do curso de Direito da Unicuritiba.

“O evento nos proporcionou a oportunidade de nos encaixarmos como cidadãos. Ele traz a população para dentro da Casa, em particular os jovens, que costumam ter um senso crítico bastante aguçado. Esse senso é burilado pelo contato maior com a realidade do dia a dia do Parlamento”, observa Otávio, incumbido de presidir o Legislativo na simulação. Com vários políticos na família e alguns juristas, ele avalia que este é um tipo de conhecimento fundamental no cenário político e econômico que o País atravessa: “A vivência das peculiaridades da atividade legislativa nos mostra como podemos atuar dentro dos limites legais e constitucionais em busca de uma forma de inverter o quadro que nos desagrada”, acrescenta.

A governadora, Ana Carolina Goes, embora já tivesse noção de como funcionam os poderes públicos, diz que passou a entender melhor como são limitadas as competências do Legislativo e até do Executivo, e como são necessários a organização e o diálogo permanente para fazer valer uma ideia ou aprovar um projeto de lei, independente de sua qualidade e repercussão social: “Na prática, a teoria se mostra diferente. Você lida com pessoas que têm posições divergentes, as vezes frontalmente contrárias, e é preciso abrir mão de vários pontos para que a proposta continue a tramitar e seja aprovada Você tem que ouvir o outro, respeitar as diferenças e entender que elas podem ajudar a aperfeiçoar a proposta original, tornando-a melhor para todos”.

Política – Ambos saem convencidos de que a política é maior do que os políticos e de que é através dela que alcançaremos as transformações necessárias e desejadas: “Tem gente equivocada criminalizando a política, quando devemos diferenciá-la daqueles políticos criminosos que merecem ser punidos e alijados da vida pública”, pondera Otávio, enquanto Ana afirma esperar que as críticas sejam respaldadas em soluções plausíveis e possíveis para melhorar aquilo que não está funcionando ou está funcionando mal: “Acho que todos queremos mais política em seu sentido mais amplo e benéfico, e menos politicagem”, raciocina.

Embora a convicção sobre a importância da política no desenvolvimento da sociedade tenha se consolidado em ambos, eles não têm projetos imediatos de ingressar nessa seara. Ana sonha ser delegada de polícia. Com uma visão bastante crítica em relação ao sistema penitenciário, ela acredita que é possível fazer diferente, e melhor: “Qualquer atuação na área pública vai, fatalmente, passar pela política, entendendo-a como elemento agregador da convivência. Talvez um dia eu venha a disputar um mandato, mas só depois de percorrer um caminho profissional”, prevê.

Não é diferente a posição de Otávio, que já atuou em campanhas eleitorais e integra uma das chapas que está disputando o Diretório Acadêmico Clotário Portugal, na Unicuritiba. Ele não esconde o fascínio pelas lides políticas, até porque é evidente a facilidade com que estabelece o diálogo e toma naturalmente o caminho das negociações. Mas antes de pensar na disputa por mandato ele pretende fazer concurso para a magistratura federal: “Como a política está presente em todos os quadrantes da nossa vida, creio que estaremos sempre às voltas com ela, mesmo não sendo detentores de mandatos”.

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