NOTÍCIA
Notícia
Destaque
Assessoria de Imprensa da Alep
19h20
Fonte: Assessoria de Imprensa da ALEP / Carlos Souza / 41 3350-4188
6 min de leitura
760 visualizações
Distribuído em 15/10/08REUNIÃO COM ENTIDADES REPRESENTATIVAS DEFINE FORMATO DAS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS PARA DEBATER REFORMA TRIBUTÁRIA PARANAENSEA Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa se reuniu nesta quarta-feira (15) com representantes da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Faciap (Federação da Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná) e ACP (Associação Comercial do Paraná) para formatar a realização das audiências públicas que o legislativo fará em municípios paranaenses para ouvir os segmentos industrial e comercial, além da população, sobre o projeto que altera as alíquotas de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no Estado.O presidente da CCJ, deputado Durval Amaral (DEM), destacou a necessidade da discussão prévia sobre o impacto financeiro do projeto de reforma tributária apresentado pelo governador Roberto Requião (PMDB). “Temos que estipular os benefícios e desvantagens da nova lei. Mas, para isso, era preciso determinar como iríamos organizar e mobilizar a sociedade para promover as audiências, já que se trata de um tema muito técnico”, afirmou, acrescentando que “é preciso ouvir a opinião de quem paga a conta no Estado: empresários e contribuintes”.A primeira audiência será realizada no dia 31 de outubro no município de Cascavel, onde farão uso da palavra para suas considerações representantes da Fiep, Faciap e da ACP local. Na seqüência, líderes da região farão a exposição dos impactos previstos nos principais setores produtivos do comércio e da indústria (agropecuário, moveleiro, madeireiro, cerâmico, confecção e vestuário, supermercadista, entre outros). Também será dada a palavra aos principais dirigentes das empresas com maior geração de ICMS da região, além do público presente. No fim do debate, os deputados estaduais de situação e oposição irão se manifestar sobre as considerações levantadas durante a audiência pública. Para Evaldo Kosters, diretor-tesoureiro da Fiep, “esta é a oportunidade de trazer à tona nossas preocupações e abrir o diálogo entre a classe política e industrial. Sabemos que existirão impactos positivos e negativos, mas devemos buscar o equilíbrio”. Tânia Ribas, assessora da presidência da Faciap, que congrega 282 associações em todo o Paraná, explica que “a entidade vai buscar uma discussão prévia com todos, para que as audiências sejam produtivas e se possa efetivamente discutir sugestões que melhorem o projeto, ou que corrijam distorções”.O mesmo procedimento deve ser adotado pela ACP ressaltou o diretor-executivo da entidade, Odoni Fontes Martins. “O objetivo é que cada segmento possa levar às audiências um extrato da realidade que a reforma tributária trará ao seu ramo de atuação. Somos favoráveis à proposta, mas acreditamos que ainda podemos discutir alguns pontos do projeto”.MAIS ENCONTROS - A Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia também vai realizar encontros nas cidades de Londrina e Maringá, previamente agendados para o dia 20 de novembro, e outro na capital paranaense, no dia 26 do mesmo mês. Todas as reuniões seguirão o modelo adotado na audiência de Cascavel.Contudo, por solicitação do parlamentares, a CCJ vai estudar a possibilidade de programar reuniões em Ponta Grossa, Guarapuava e no Sudoeste do Estado (Pato Branco ou Francisco Beltrão). “Sabemos da dificuldade que é achar uma data e promover outros encontros, mas o tema requer grande debate e seria propício que o legislativo pudesse levar essa discussão para todos os cantos do Paraná”, argumentou o deputado Plauto Miró Guimarães (DEM). O mesmo entendimento foi manifestado pelos deputados Élio Rusch (DEM) e Valdir Rossoni (PSDB).O líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), também concorda com a necessidade de debater o tema, ouvindo a explanação da Secretaria da Fazenda, e acredita que as reuniões servirão para mostrar a eficácia da proposta do Governo. “Estou convencido que este projeto de reforma tributária é muito importante. Só devemos tomar cuidado na discussão do tema, para não perdermos o foco, já que a questão tributária é muito ampla. Também é preciso que cada entidade, associação ou segmento realize uma discussão prévia para agilizarmos o debate”.Já o deputado Valdir Rossoni (PSDB) defendeu que os deputados estaduais e a sociedade, por meio do debate, “encontrem meios de implantar a reforma tributária, sem que haja aumento de impostos. O empresário não pode sair prejudicado, pois, caso contrário, não será possível que a redução do ICMS dos produtos chegue ao consumidor”.Por proposição do deputado Tadeu Veneri (PT) também ficou definida a participação do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) nas audiências, que realiza estudos e presta assessoria nos temas relacionados ao mundo do trabalho, além de levantamentos estatísticos referentes a índice do custo de vida. A CCJ ainda vai pedir a participação de entidades ligadas à defesa da Micro e Pequena Empresa.REFORMA TRIBUTÁRIA – A proposta do Governo do Estado prevê a diminuição de 18% para 12% da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de bens de consumo popular. A medida, em geral, deve reduzir o custo de aproximadamente 95 mil itens do varejo, como alimentos, medicamentos, fármacos, produtos de higiene e de uso doméstico, calçados, vestuário, madeira e eletrodomésticos. O objetivo é beneficiar as classes C, D e E com redução no preço final dos produtos. Contudo, a mesma proposta do governo eleva em 2% o imposto de outros produtos e serviços como energia elétrica (exceto na eletrificação rural), combustível, telecomunicações, bebidas alcoólicas, fumo e cigarro, que são setores onde o recolhimento do ICMS é maior. O imposto sobre o combustível subiria de 26% para 28%, e os demais teriam a alíquota elevada de 27% para 29%.
Notícias Relacionadas
17:44
Confira um resumo das principais notícias da Assembleia Legislativa no Boletim Assembleia
Leia mais
16:59
Lei estadual reconhece o trabalho dos capelães no Paraná
Celebrado em 21 de junho, o Dia do Capelão passou a integrar o calendário oficial do Estado por iniciativa do deputado estadual Gilson de Souza (PL), valorizando homens e mulheres que levam fé, escuta e esperança a quem mais precisa.
Leia mais
16:43
Audiência pública debaterá projeto que permite comercialização de bebidas com maior teor alcoólico em eventos esportivos
Deputado Paulo Gomes (PL), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, quer ouvir população, comerciantes e autoridades da segurança pública.
Leia mais
14:41
Semana na Assembleia amplia foco sobre sustentabilidade dos oceanos, saúde e oferta de bebidas em estádios de futebol
Treze projetos estão na pauta das duas sessões plenárias, uma ordinária e outra extraordinária, da próxima segunda-feira (22).
Leia mais