CCJ aprova criação do Fundo Estadual dos Direitos da Mulher
Organização dará suporte financeiro ao planejamento, implantação e execução de planos, programas e projetos voltados à promoção e defesa feminina.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná aprovou por unanimidade a criação do Fundo Estadual dos Direitos da Mulher (FEDIM/PR). Além disso, o projeto de lei 27/2023, de autoria do Poder Executivo, também determina que caberá ao Conselho Estadual dos Direitos da Mulher - CEDM/PR acompanhar e avaliar a execução, o desempenho e os resultados dos recursos aplicados nos programas e projetos desenvolvidos, bem como sugerir políticas públicas com recurso do FEDIM/PR. Os parlamentares seguiram o parecer favorável da relatora da matéria, deputada Mabel Canto (PSDB). A proposição, aprovada em reunião extraordinária realizada nesta quarta-feira (08), tramita em regime urgência.
De acordo com o governo estadual, o Fundo tem como objetivo dar suporte financeiro no planejamento, implantação e execução de planos, programas e projetos voltados à promoção e defesa dos direitos das mulheres. Os recursos, administrados pela Secretaria Estadual da Mulher e Igualdade Racial (SEMI), serão provenientes de diversas fontes, como recursos destinados pela Lei Orçamentária Anual (LOA), pelo Fundo Estadual de Combate à Pobreza do Paraná e por produtos da arrecadação da exploração do serviço estadual de loteria (Lotepar).
A ideia do governo é de que o FEDIM/PR permita a consolidação de ações que fortaleçam o protagonismo feminino no Estado. Já o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM/PR) vai acompanhar e avaliar a execução, o desempenho e os resultados dos recursos aplicados nos programas e projetos desenvolvidos pelo FEDIM/PR.
O projeto chegou à Assembleia na mensagem governamental 03/2023, que, além da criação do Fundo, trazia alterações da Lei n° 21.352/2023, que tratou da Reforma Administrativa do Estado. Após um acordo entre lideranças, os assuntos foram desmembrados na CCJ. “Chegamos a um entendimento firmado com a Liderança e o Governo do Estado para que pudéssemos transformar a mensagem em dois projetos. Assim, os dois assuntos podem tramitar de forma apartada. Era um compromisso para melhorar o processo legislativo”, explicou o presidente da CCJ, deputado Tiago Amaral (PSD). “Um dos projetos trata reparos na reforma administrativa realizada no ano passado. O outro, do Fundo dos Direitos da Mulher. Sabemos que as duas matérias não correm na mesma velocidade”, complementou o líder do Governo, deputado Hussein Bakri (PSD). A relatora do texto de criação do Fundo, deputada Mabel Canto, reforçou a necessidade de que a matéria que tratando sobre o Fundo tramitasse de forma separada.
Reforma
A segunda parte da mensagem 03/2023 se transformou, portanto, no projeto de lei 96/2023, também do Executivo. O texto, que altera uma série de Leis estaduais, é um substitutivo Geral ao Projeto de Lei n° 27/2023. A proposta traz uma série de adequações nas legislações de criação e instituição de entidades da Administração Indireta e Serviços Sociais Autônomos e suas vinculações aos órgãos da Administração Direta. A matéria recebeu o parecer favorável do relator, deputado Hussein Bakri (PSD). Um pedido de vista formulado pelos deputados Requião Filho (PT) e Arilson Chiorato (PT) adiou a discussão. Como tramita em regime de urgência, a CCJ volta a se reunir na próxima segunda-feira (13), às 13h30, para continuar o debate.
A proposta em análise altera as mudanças promovidas pela Lei n° 21.352/2023, que tratou da Reforma Administrativa. De acordo com a justificativa do governo, ela também muda dispositivos legais com o objetivo de corrigir inconsistências materiais e formais. Segundo o Governo, o texto pretende ainda realizar uma ampla revisão das legislações estaduais afetadas pelas recentes leis aprovadas no Estado do Paraná, que promoveram a modernização e desburocratização da gestão administrativa.
O projeto de lei que deu origem à Lei n° 21.352/2023 e que promoveu a reorganização da estrutura administrativa do Estado para a gestão de 2023-2026 foi aprovado no final do ano passado. O texto propôs a criação de secretarias, desmembradas a partir da estrutura atual, e de cargos equivalentes para o gerenciamento das novas políticas públicas. Promoveu também mudanças de nomenclatura em secretarias já existentes.
Veto
Com voto contrário dos deputados Arilson Chiorato (PT) e Requião Filho (PT), foi aprovado na CCJ o veto 04/2023, de autoria do Poder Executivo. O texto veta totalmente o projeto de lei nº 762/2019, que institui o passe maternidade e obriga as empresas que exploram a prestação de serviço do transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros a fornecer gratuitamente passagem às gestantes usuárias do serviço até três meses após o parto.
Notícias Relacionadas
Operações de crédito de US$ 150 milhões ao Executivo avançam na CCJ, mas recebem pedido de vista na Comissão de Finanças
De acordo com as propostas assinadas pelo Governo do Estado, os créditos serão destinados para investimentos em desenvolvimento econômico e modernização da gestão pública.
Leia maisEm reunião extraordinária, CCJ aprova emendas ao projeto de lei que reestrutura as carreiras da Adapar
Comissão também iniciou análise de propostas do Governo que propõe empréstimos de US$ 150 milhões ao BID para impulsionar a economia e modernizar a gestão pública.
Leia maisCCJ recomenda manutenção da perda de mandato do deputado Renato Freitas (PT), mas pedido de vista adia decisão
Parecer do relator conclui pela regularidade do rito no Conselho de Ética e que processo poderá ser levado ao Plenário; matéria recebeu pedido de vista e volta à pauta na próxima reunião do Colegiado.
Leia maisCCJ aprova novo Decreto de Calamidade Pública para Rio Bonito do Iguaçu
Segundo a justificativa do projeto, estudos atualizados apontam que os danos humanos, materiais e ambientais, bem como os prejuízos econômicos e sociais, ainda não foram totalmente superados.
Leia mais