Cobra Repórter está no "Fala Deputado" desta semana! Ouça!
O boia-fria que se tornou radialista por acaso, conta como se deu essa mudança radical na vida dele e fala muito mais.
Quem diria que a “latinha”, nome popular que se dá ao rádio, faria o boia-fria Devanil Reginaldo dar uma guinada na vida. Na zona rural, onde ele vivia, lá no Norte do Paraná, não tinha televisão. A família contava apenas com um radinho de pilha que ele ouvia dia e noite. E esse gosto veio desde criança. “Minha mãe comprava as pilhas com dinheiro que emprestava da minha avó e elas duravam 15 dias. Era tempo suficiente para eu ouvir toda a programação”, recorda.
E foi assim, ouvindo rádio, que ele descobriu, durante um anúncio, que poderia fazer um curso de locução no município de Rolândia. E de novo a mãe, visionária que era, recorreu à avó, que mais uma vez emprestou o dinheiro. O prêmio para quem se saísse melhor no curso, era um programa de rádio nas noites de domingo. Mas Devanil não venceu. “Me saí bem, mas outro rapaz foi melhor. Porém, ele não pôde apresentar o programa e aí me chamaram”, conta.
Devanil era jovem ainda quando deixou para trás a vida de trabalho árduo como boia-fria para estrear como locutor. Era então o começo de uma bela trajetória que o levou para a televisão e mais tarde, para a política. “Devo tudo que tenho, primeiro a Deus, e depois ao rádio, à comunicação, que deu a oportunidade para que meu nome se tornasse conhecido”.
Nome aliás, que ele também deixou pra trás. O diretor da rádio, João Vrenna (hoje na rádio Guairacá, em Mandaguari), que ensinou e deu conselhos ao jovem locutor, não gostava do nome de batismo. “Ele me disse: Devanil é um nome que não “vai funcionar”. E me perguntou de onde eu vinha: Respondi que era do Sítio das Cobras. E ele foi logo batizando: Cobra Repórter. É a mesma pessoa que um dia apelidou Carlos Massa de Ratinho. Até hoje sou muito grato por tudo que recebi dele”, relembra. De lá para cá, Cobra nunca mais largou o rádio. Ainda hoje, deputado, continua apresentando um programa diário direto da Assembleia.
Cobra acumula histórias de todo tipo: engraçadas, tristes, bem-sucedidas, outras nem tanto.... Do passado, restaram lembranças e lições. Uma inclusive foi a que o levou a se candidatar a deputado estadual. Foi na igreja. A provocação foi feita por um padre - Quem não participa da política é omisso - E como um dos segredos do sucesso de Cobra é estar sempre disponível e atender com carinho ao que pedem, se lançou candidato.
Na vida pública, confessa que ainda está aprendendo a lidar com as frustrações de não poder fazer tudo o que gostaria. “É tudo muito burocrático para tentar resolver. Então tento ajudar da forma que consigo. Vou deixar no ar meu celular. Se alguém quiser falar comigo, atendo a qualquer hora”, revelou.
Na vida pessoal, o deputado não dispensa os encontros com a família, com os amigos e as conversas com os eleitores. Procura estar com eles quando vai para a região que representa na Casa. Se é criticado? Muito. Como todos os políticos hoje em dia. “E respondo a todas as críticas. Sempre através das redes sociais que uso com frequência. Não tenho rabo preso com ninguém. Não tenho de quem me esconder”, enfatiza.
E as histórias de vida de Cobra Repórter vão além. E estão todas lá no programa, que você pode começar a ouvir, a partir desta quinta (24) no site da Assembleia ou em uma rádio da sua região. Bem ao estilo Cobra repórter de ser! Ficou curioso? Então fique com os ouvidos bem atentos. Você vai se surpreender.
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