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Deputado Ney Leprevost (pp)
16h37
por Juliana Hasse de Rezende (41) 3350 4192/ 8864.8265 - juliana@neyleprevost.com.br
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O projeto de lei que o deputado Ney Leprevost, presidente da Comissão de Saúde Pública, irá protocolar amanhã (quarta-feira) visa proibir os representantes paranaenses do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) de votarem a favor de empréstimos e financiamentos para a indústria tabagista.Além de todos os problemas de saúde provocados pelo tabaco amplamente divulgados pela mídia, a produção das folhas de fumo requer uso abusivo de agrotóxicos que provocam contaminação do solo, animais e rios, provocando danos aos ecossistemas. Estima-se que, todos os anos, 300 mil pessoas são envenenadas nas lavouras em todo o Brasil. No Paraná, 20% dos agricultores já foram vítimas de intoxicação e 54% pretendem trocar de cultura.Os problemas dos fumicultores não param por aí: segundo levantamento realizado com os produtores de tabaco do sul do país, 55% deles não usam roupas de proteção, 42% conhecem alguém com malformação congênita e 80% se desfazem dos resíduos inadequadamente. O Brasil é o maior exportador mundial de fumo, já que muitos países de primeiro mundo, a plantação de tabaco é proibida.É claro que não são apenas os produtores que sofrem: em todo o mundo, cerca de cinco milhões de pessoas morrem por ano vitimadas dos males causados pelo tabagismo e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o fumo é fator agravante da fome, pobreza e da ampliação da desigualdade social.SOBRE O BRDE: O Banco Regional de Dsenvolvimento do Extremo Sul, BRDE, é uma instituição financeira pública que, junto com o Banco do Brasil e outras instituições, são agentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, que emprestam dinheiro público (80% desse dinheiro é disponibilizado Poe meio do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador).O BRDE tem sua sede em Porto Alegre e mais duas agências: em Curitiba e Florianópolis. A diretoria é composta por dois representantes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o mesmo acontece com o Conselho de Administração.O advogado Amadeu Luiz de Mio Geara, que representou o Paraná durante três anos na diretoria do BRDE se sempre votou contra a concessão de financiamentos as fumageiras, afirma que um banco público financie a produção do tabaco. E é exatamente isso o que o projeto do deputado Ney Leprevost que impedir: que o dinheiro público seja usado para prejudicar a saúde de produtores e consumidores de tabaco.
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